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A-10 Warthog segue valorizado entre tropas dos EUA e ganha movimento no Congresso para prolongar sua operação

Foto: USAF/Charles Givens

Uma recente pesquisa com cerca de 500 militares dos Estados Unidos responsáveis pela coordenação de ataques aéreos e apoio aéreo aproximado destacou a preferência da tropa pelo A-10 Warthog.

Entre aqueles que citaram voluntariamente uma aeronave específica, impressionantes 48% escolheram o A-10, superando de longe o AC-130, que ficou em segundo lugar, com 13%. O favoritismo do Warthog era ainda maior em situações de “danger close”, quando soldados aliados correm risco iminente.

Apesar de ter sido cotado para aposentadoria precoce, o A-10 teve sua vida útil prolongada. Em 2026, a Força Aérea anunciou que manterá o caça em serviço ao menos até 2030, contrariando expectativas anteriores de uma retirada mais veloz.

Agora, alguns parlamentares norte-americanos buscam expandir ainda mais essa permanência. O recém-proposto BRRRRT Act, um projeto de lei bipartidário apresentado em 2026, prevê a obrigatoriedade da Força Aérea manter pelo menos 126 unidades do A-10 até o ano fiscal de 2033.

O texto legisla também sobre a manutenção de pilotos, equipes de apoio, estrutura logística e treinamento necessários para garantir a operacionalidade do modelo.

Além disso, a proposta determina que parte dos A-10 aposentados seja preservada em condição recuperável no “boneyard” (pátio de armazenamento de aeronaves) e pede planejamento de contingência para manter aeronaves disponíveis, se necessário, até 2037.

Quase cinco décadas após sua entrada em serviço, a frota A-10 continua sendo reduzida em algumas bases, mas as recentes decisões apontam para um futuro mais longevo do “Warthog” do que se imaginava originalmente.

Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.
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