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Aeroclube de Belém será desativado e transformado em praça pública

Divulgação: Facebook Aeroclube Pará

O Ministério da Infraestrutura (MInfra) e o Governo do Pará definiram na quarta-feira, 11, a desativação definitiva do aeroclube de Belém-Aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira (SBJC). As operações realizadas pela Aviação Geral serão transferidas, temporariamente, para o Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans.

Conforme o Acordo de Cooperação Técnica assinado pelos governos federal e estadual, a transferência operacional para o aeroporto da capital paraense terá o prazo máximo de cinco anos. Nesse período, será construído um novo pátio definitivo para a aviação geral. No local do atual aeroclube, o governo paraense planeja um parque público com mais de 150 mil hectares.

A desativação completa do aeroclube só acontecerá após as obras de adequação do Val de Cans para garantir a continuidade das operações da Aviação Geral, sem impactos. “É bom deixar claro que a aviação geral não será prejudicada ou impactada. Nenhuma operação será descontinuada durante este processo. O Val de Cans tem espaço suficiente para receber as demandas da aviação geral”, destacou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, em nota divulgada à imprensa.

O ministro confia na celeridade do processo para que a Infraero inicie o quanto antes as obras de adequação no Val de Cans. “Vamos fazer as obras o mais rápido possível. A Infraero recuperou a pista do Santos Dumont em 29 dias e o de Congonhas, em 31”, avaliou Tarcísio . “Belém vai ganhar um belíssimo parque em um espaço que não fazia mais sentido pela proximidade e tamanho do Val de Cans. Tenho certeza de que será mais um atrativo e diferencial da cidade”, finalizou Freitas.

O Aeroclube de Belém foi fundado em 1937, destinado à formação de pilotos civis. Foi transferido para o Parque Aeronáutico de Belém em 1945, quando passou a ter uso exclusivamente militar. Apenas em m agosto de 1976 o aeródromo foi homologado e aberto ao tráfego aéreo civil, quando passou a ser explorado comercialmente.  A Infraero assumiu a administração do terminal em 1980, permanecendo na gestão até hoje. O local é estratégico para a aviação geral na região amazônica, onde muitas empresas de taxi aéreo faz a integração com regiões remotas.

Informações do MInfra