
As companhias aéreas que operam no Aeroporto Regional de Cascavel (PR) retiraram as restrições para pousos e decolagens em condições de pista molhada. A medida, adotada preventivamente no início de setembro, foi suspensa a partir deste sábado (10) para as operações da Latam, Gol e Azul, conforme informado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
As restrições foram implementadas após a saída de pista de um Airbus A320 da Latam, em 31 de agosto. Segundo a Transitar, empresa responsável pela gestão do aeroporto, os sistemas de monitoramento e as inspeções visuais realizadas pela equipe de operações aeroportuárias indicaram que, na ocasião, a pista estava molhada, mas apresentava índices dentro dos limites de segurança operacional estabelecidos pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC nº 153).
A infraestrutura do aeroporto passa regularmente por auditorias e ensaios para avaliar o coeficiente de atrito e a profundidade da macrotextura do pavimento, além de serviços de remoção de borracha acumulada na pista. Os procedimentos seguem o cronograma regulamentar da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
De acordo com a Transitar, os laudos técnicos vigentes atestam a conformidade do pavimento com os requisitos aplicáveis, incluindo as condições de aderência necessárias para pousos e decolagens com a pista molhada.
Neste ano, o aeroporto registrou 3.125 operações, das quais 8,7% foram canceladas. O presidente da Transitar, Edson Zorek, afirma que a infraestrutura e os procedimentos operacionais são voltados à segurança dos passageiros.
“Nós não flexibilizamos a segurança para reduzir cancelamentos. Nós aprimoramos os procedimentos para permitir operações mais seguras, regulares e confiáveis”, declarou.
O prefeito de Cascavel, Renato Silva, também destacou a atuação da equipe da Transitar na resolução da situação e os reflexos para a operação do terminal. Segundo ele, a retirada das restrições permitirá a retomada normal dos pousos, sem comprometer a segurança.
A Transitar ressalta que o aeroporto permanece homologado e operacional, sem restrições físicas à utilização da pista. A decisão de limitar pousos e decolagens em condições de pista molhada cabe, individualmente, à diretoria responsável pela qualidade e segurança operacional de cada companhia aérea. As empresas podem adotar critérios internos mais conservadores do que os parâmetros gerais aplicáveis ao aeroporto, de acordo com suas próprias avaliações de risco.
Além da retirada das restrições, o Aeroporto Regional de Cascavel passa por uma ampliação da oferta de voos. A ligação com Curitiba (PR) voltou a contar com operações no período da manhã, enquanto a rota para Guarulhos (SP) tem previsão de ampliação da oferta a partir de novembro, com voos à tarde.
Com as mudanças, o terminal deverá passar de 84 para 112 movimentações semanais, ampliando as opções de horários e conexões para os passageiros.
A expansão ocorre após o aeroporto registrar, em 2025, o maior movimento de passageiros de sua história. Ao longo do ano, foram contabilizados 469.296 embarques e desembarques, alta de quase 15% em relação a 2024, quando o total foi de 408.390 passageiros. Neste ano, o terminal já ultrapassou a marca de 344 mil passageiros.
Investimentos na infraestrutura – O crescimento da operação é acompanhado por investimentos superiores a R$ 11 milhões em melhorias na infraestrutura aeroportuária. Entre as intervenções estão a instalação de um novo sistema de balizamento em LED, a modernização da sinalização vertical e a ampliação da taxiway, utilizada pelas aeronaves para se deslocar entre a pista de pouso e decolagem e o pátio.
Em janeiro, o sistema PAPI, que auxilia os pilotos a manter a trajetória correta durante a aproximação para pouso, passou por inspeção e foi aprovado. Mais recentemente, o aeroporto também passou a contar com uma base fixa da Polícia Federal.
Com a ampliação da malha aérea, a retomada das operações sem as restrições preventivas e os investimentos em infraestrutura, o Aeroporto Regional de Cascavel busca ampliar sua capacidade operacional e fortalecer a conexão do Oeste do Paraná com outros centros do país.
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