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Aeroporto de Newark não será mais considerado de Nova Iorque; isso pode afetar brasileiros

Uma mudança de regras nos sistemas de reservas de voos fará com que o segundo maior aeroporto da Grande Nova Iorque fique “separado” dos outros, e isso pode afetar (para o bem ou para o mal) os passageiros que buscam pelo melhor preço.

Para colocar em contexto, o Aeroporto de Newark fica atrás, em tráfego, apenas do John F. Kennedy, que está realmente na cidade e no estado de Nova Iorque, enquanto o Newark fica em Nova Jérsei, estado vizinho do outro lado do Rio Hudson.

Ironicamente, Newark fica até mais próximo de Manhattan e das principais atrações de Nova Iorque, mas tem uma estrutura um pouco mais defasada, não sendo ligado ao famoso metrô de Nova Iorque, além de contar com menos companhias aéreas internacionais, sendo assim menos preferido pelos passageiros.

O aeroporto é conhecido por ser o principal centro de operações da United Airlines na costa leste, concentrando centenas de voos da companhia, sendo uma herança da Continental Airlines e atendendo bem a vários brasileiros que moram nos EUA, principalmente em Boston, quando fazem uma rápida conexão por Newark (que, por sua vez, tem voos diários e diretos para São Paulo).

No entanto, exatamente estes brasileiros podem ser afetados (para o bem ou para o mal, ainda não é possível saber), já que a forma como a precificação das passagens acontece mudará.

Isso porque a IATA, a Associação Internacional do Transporte Aéreo, decidiu que, embora na busca por passagens o código “NYC” continue a incluir Newark, o sistema de precificação que roda nos bastidores agora precificará “EWR” de maneira independente dos demais aeroportos de Nova Iorque.

Assim, não é possível saber se isso é bom ou ruim (ainda), do ponto de vista do viajante, pois as passagens poderão ter uma oscilação de preços diferente de qualquer padrão atual. Apenas com o tempo será possível verificar se o modelo de cálculo ajudará ou não.

Medida em 3 de outubro

A Lufthansa, por exemplo, que opera para tanto o JFK como EWR e também é dona de softwares de reserva e gerenciamento de empresas aéreas, informou que a medida começará a valer a partir de 3 de outubro.

Além disso, a empresa alemã informou que, mesmo sendo na mesma região metropolitana, os aeroportos “JFK” e “EWR” são considerados como destino (ou origem) diferentes, sendo que o passageiro que desejar desembarcar por um e embarcar por outro na mesma reserva, estará sujeito as mesmas regras de mudança de ponto de partida ou destino, que um que quiser chegar por Nova Iorque e sair por Washington, por exemplo.

Ainda não está claro como os mecanismos de buscas de passagens como o Google Flights irão levar esta nova regra em consideração, já que eles podem fazer buscas separadas e apresentar o resultado de maneira conjunta.

Em nota enviada ao AEROIN, a IATA informou que “para todas as exibições de disponibilidade/horário no GDS (sistema de reservas), o código NYC continuará a incluir todos os aeroportos das áreas LGA, EWR e JFK. Somente para cotações de tarifas, o EWR não aparecerá mais no código de NYC, portanto, tecnicamente, pode haver uma diferença de tarifa entre o EWR e o JFK no futuro“.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A