
A nova pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Curitiba – Afonso Pena, em São José dos Pinhais, avançou mais uma etapa nesta segunda-feira (10), com a emissão da Licença de Instalação pelo Governo do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra (IAT). A autorização ambiental permite que a concessionária Motiva implante o canteiro de obras e dê início à execução do empreendimento.
O Aeroporto Afonso Pena, que já conta com rotas internacionais, poderá ampliar as conexões com outros países e aumentar a frequência de voos. Segundo o governador Ratinho Júnior, a nova estrutura terá impactos principalmente na ampliação das conexões internacionais e na logística de cargas para o setor produtivo.
“Não apenas vai dar um ganho no turismo do Estado, com voos diretos dos Estados Unidos e da Europa, como também vai trazer mais eficiência para quem viaja e para quem chega ao Paraná. Além disso, é muito importante para a indústria. Hoje, muitos componentes, matérias-primas e produtos que atendem ao setor produtivo de Curitiba e da Região Metropolitana são importados para serem utilizados na industrialização. Com a terceira pista, teremos a oportunidade de ganhar eficiência no atendimento a essa indústria e ampliar o transporte de cargas”, destaca o governador.
Para São José dos Pinhais, sede do Aeroporto Internacional Afonso Pena, a construção da terceira pista reforça o papel estratégico do município como porta de entrada do Paraná, além de ampliar as possibilidades de negócios, turismo e desenvolvimento econômico.
“Além de fortalecer a nossa posição estratégica como porta de entrada do Estado, o empreendimento amplia as possibilidades de conexão com outros destinos, movimenta o turismo, favorece a logística e cria novas oportunidades para o desenvolvimento econômico do município. É uma obra que projeta São José dos Pinhais ainda mais para o cenário nacional e internacional”, explica a prefeita Nina Singer.
A licença estabelece uma série de condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas durante toda a execução das obras. Entre as medidas previstas estão programas permanentes de monitoramento das águas subterrâneas, recuperação de áreas degradadas, gerenciamento de riscos ambientais, controle da drenagem, monitoramento da fauna e gestão adequada dos resíduos sólidos.
Também deverão ser monitoradas a qualidade do ar e as emissões de poeira e ruído, além da adoção de medidas para prevenir processos erosivos, proteger os recursos hídricos e mitigar os impactos provocados pelas intervenções.
Antes do início da operação da nova estrutura, será necessária a emissão da Licença de Operação, também concedida pelo Instituto Água e Terra. O documento atestará o cumprimento das obras e das condicionantes ambientais e permitirá o funcionamento da nova pista.
Terceira pista
A nova pista é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do Aeroporto Afonso Pena, aumentando o número de pousos e decolagens e possibilitando operações internacionais de longa distância sem a necessidade de escalas para reabastecimento.
Atualmente, o aeroporto opera com duas pistas, de 1.800 e 2.200 metros de extensão. A nova estrutura terá 3 mil metros de comprimento e 45 metros de largura, com acostamentos pavimentados de 7,5 metros em cada lado.
A ampliação deverá reduzir restrições operacionais enfrentadas pelo terminal, principalmente em razão da altitude, já que o aeroporto está localizado a 911 metros acima do nível do mar. Com a nova pista, aeronaves de grande porte poderão decolar com maior capacidade de combustível, ampliando as possibilidades de voos de longa distância.
O projeto prevê ainda plataformas de contenção do jato dos motores nas duas cabeceiras, áreas de segurança de fim de pista (RESA) e seis novas pistas de táxi, que farão a ligação da nova estrutura com as demais áreas operacionais do aeroporto.
Para São José dos Pinhais, o empreendimento reforça a importância estratégica do município na infraestrutura aeroportuária e abre novas possibilidades para o turismo, a logística e o desenvolvimento econômico.
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