Aeroporto Internacional de Dubai permanece fechado por tempo indeterminado em meio a ataques de mísseis iranianos

Imagem: Dubai Airports

O Aeroporto Internacional de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo em voos internacionais, permanece fechado por tempo indeterminado devido à continuidade dos ataques com mísseis e drones iranianos na região do Oriente Médio. Com uma média diária de quase 261 mil passageiros, a suspensão das operações impacta gravemente o tráfego aéreo global.

A Emirates, companhia aérea local e maior operadora no aeroporto, anunciou a suspensão completa dos voos para e de Dubai até, pelo menos, dia 2 de março. Estima-se que dezenas de milhares de passageiros estejam retidos no terminal, enquanto aqueles que ainda não iniciaram suas viagens são fortemente aconselhados a não se deslocarem até o aeroporto.

As autoridades locais orientam a população de Dubai a permanecer abrigada, evitando deslocamentos diante da continuidade dos ataques. Embora os sistemas de defesa aérea dos Emirados tenham interceptado com sucesso a maioria dos projéteis, relatos indicam explosões em diversos pontos da cidade.

Outros aeroportos da região também sofrem com a crise: passageiros buscaram abrigo no Aeroporto Internacional do Bahrein após o acionamento de sirenes de ataque aéreo, e os aeroportos de Doha e Abu Dhabi seguem com voos suspensos.

A Qatar Airways, que inicialmente planejava reiniciar operações à meia-noite, viu seus planos frustrados, enquanto a Etihad Airways anunciou suspensão dos voos até pelo menos as 14h de domingo, com possibilidade de atraso conforme a evolução da situação de segurança.

A União dos Emirados Árabes repudiou veementemente os ataques contra os países aliados na região. Em comunicado divulgado no perfil oficial de Dubai na rede social X, o governo expressou esperança pela proteção divina ao país e sua população.

A principal incerteza reside nos próximos desdobramentos do conflito. Inicialmente, os mísseis iranianos visavam instalações militares americanas na região, mas a escalada recente inclui ataques a alvos civis, como hotéis e aeroportos, aumentando o risco e a complexidade do cenário.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias