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Airbus ganha mais adeptos da versão esticada do A220, se é que um dia ela vai existir

Imagem: Javier Rodríguez / CC BY-SA 2.0, via Flickr

A companhia aérea Air Baltic tem no Airbus A220 um verdadeiro cartão de visitas. Literalmente, pois a fabricante europeia chegou até a usar um jato da empresa letã num tour ao redor do mundo. Não poderia ser diferente, a Air Baltic também é a maior operadora mundial do modelo. Agora, ela quer mais.

Falando ao site aeroTELEGRAPH, o chefe da empresa Martin Gauss disse estar interessado em um possível tanque adicional no modelo atual e numa versão esticada da aeronave. Nos dos pleitos, sua companhia não está sozinha.

Quando se fala numa versão alongada da aeronave, um possível A220-500, vem à mente uma apresentação que a Air France fez uma vez, no final de 2019, na qual citava seu interesse por um jato A220 “esticado”. Ou seja, se a ideia se tornar realidade, a Airbus poderia largar com dois potenciais clientes já pronunciados.

Por outro lado, quando se fala de mais autonomia para o modelo, a partir da instalação de tanques extras no próprio A220-300, a Air Baltic teria uma outra companhia no pedido, a Breeze Airways. Isso porque, na semana passada, a empresa fundada por David Neeleman também externou sua vontade de operar voos mais longos com o A220, mas, para isso, precisa de tanques a mais.

Claro que as duas variantes supracitadas são ainda hipotéticas para o mercado comercial (o A220 com tanques adicionais já existe, mas apenas para o público VIP nas aeronaves ACJ), mas o interesse das empresas por elas pode incentivar a Airbus a produzi-las. Lembrando sempre que o A220 é o principal concorrente da série E2 da Embraer no segmento regional.

Outro tema importante é que analistas acreditavam que a Airbus se mostrava reticente em “esticar” o A220 a fim de proteger o A320, que já tem uma capacidade para até 190 passageiros. No entanto, o executivo da Airbus, Christian Scherer, disse recentemente ao portal Leeham News que isso não é verdade, mas sim trata-se de uma questão de tempo até que o mercado se acomode e a fabricante pense no próximo passo para o A220.

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