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Antonov cai pouco após decolar em outro acidente na triste aviação do Sudão do Sul

A precária aviação do Sudão do Sul, na África, volta a ser cenário de mais um acidente aéreo sem sobreviventes nesta terça-feira, 2 de novembro, em uma queda de avião ocorrida logo após uma decolagem.

A aeronave envolvida foi um bimotor turboélice Antonov AN-26 operado pela companhia aérea Optimum Aviation. Registrado sob a matrícula TR-NGT, estava realizando um voo de Juba para Maban, ambas cidades no Sudão do Sul, com 5 tripulantes e 28 tambores de Diesel.

AN-26 semelhante ao do acidente – Imagem ilustrativa: Maksym Dragunov / CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Segundo as informações compiladas pelo The Aviation Herald, o Antonov estava partindo de Juba por volta das 11:00 locais (09:00Z) quando a tripulação declarou emergência cerca de 3 minutos após a decolagem. A aeronave caiu a cerca de 0,7 milha náutica (1,3 quilômetro) da pista, ao lado do rio Nilo Branco.

A região aproximada da queda, destacada pelo círculo vermelho – Imagem: Google Earth

Quando os serviços de emergência chegaram ao local, o Antonov AN-26 estava completamente destruído e não foram encontrados sobreviventes. A Cruz Vermelha do Sudão do Sul informou que os corpos dos cinco tripulantes foram retirados no local do acidente, todos queimados além do reconhecimento.

O Sudão do Sul registra graves incidentes e acidentes com preocupante recorrência, e curiosamente o próprio presidente do país comentou sobre a precária situação da aviação local no ano passado, após outra queda em agosto do ano passado.

Apenas para citar algumas das ocorrências que acompanhamos no AEROIN nos últimos anos:

– em outubro de 2019 um Antonov 26 ultrapassou o final da pista ao pousar em Yambio;

– em junho de 2020, um Antonov 26 saiu da pista ao pousar em Renk;

– em agosto de 2020, um Antonov 26 caiu após decolar de Juba;

– em março de 2021, um Let 410 caiu após decolar de Pieri.

Na ocasião de agosto do ano passado, o presidente Salva Kiir Mayardit avisou que estava instruindo as autoridades da aviação do país a seguirem os padrões internacionais de controle de aeronavegabilidade dos aviões, pois “Têm acontecido acidentes demais neste país e isso não pode ser levado adiante como algo comum quando se torna um problema para a segurança dos viajantes aéreos, porque vidas estão em jogo”.

Ao que parece, nada mudou desde então. Para rever na íntegra a carta emitida pelo presidente no ano passado, você pode clicar aqui ou no título logo abaixo para acessar.