Asas Linhas Aéreas diz que a Total lhe boicota e tem pensamento retrógrado

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A empresa aérea start-up Asas Linhas Aéreas espera transportar carga aérea a várias partes do país em breve, mas relatou que está com dificuldades para trasladar a sua primeira aeronave de Curitiba até sua base em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Segundo Orlando Menezes, veterano da aviação e presidente da Asas Linhas Aéreas, a pandemia tem grande influência no atraso para a preparação da aeronave, mas ele também atribui ao boicote de uma concorrente o atraso no traslado do jato. Foi o que ele declarou numa entrevista ao site Caixa Preta da Solange, da jornalista especializada em aviação Solange Galante.

A grande dificuldade citada por Menezes se concentra na preparação da equipe, que já está formada, mas que não consegue concluir sua formação técnica, já que a única escola homologada pela ANAC para o treinamento de pilotos de Boeing 727 está localizada nos Estados Unidos. No entanto, como é de conhecimento, as fronteiras americanas estão fechadas e isso tem atrasado o processo.

Ele então comentou que a alternativa seria “contratar” uma tripulação da “única companhia brasileira que opera com Boeing 727”, se referindo obviamente à Total Linhas Aéreas, mas que essa última não aprovou, segundo ele, por não querer fomentar um concorrente.

Para Menezes, a atitude da Total é retrógrada, já que ele entende que a aviação depende da ajuda mútua. Ele até cita um exemplo de que uma aeronave da Asas poderia socorrer uma da Total que estivesse com algum problema em qualquer lugar do Brasil.

A saída que a Asas achou foi fazer um acordo com a empresa uruguaia Air Class para que uma tripulação dessa venha ao Brasil e traslade a aeronave até São José dos Campos na segunda quinzena de fevereiro.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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