Assento se move no pouso e preocupa casal de brasileiros em Boeing 787 da Ethiopian

Um casal de brasileiros clientes da Ethiopian Airlines passou por uma situação de preocupação com a própria segurança quando um dos assentos em que estavam se moveu durante o pouso da aeronave.

Conforme o casal mostrou em imagens e relatou ao AEROIN, eles estavam no voo ET-507, que partiu do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em uma viagem com escala no Aeroporto Internacional Bole, em Addis Abeba, realizada com um Boeing 787-8.

No momento da frenagem do avião no pouso, eles se assustaram quando um dos assentos sofreu um grande deslocamento para a frente. Além da situação durante o pouso, a condição degradada do assento, incluindo um remendo com fita adesiva, também chamou atenção dos passageiros.

“Deu até para ver parte do mecanismo do assento”, relata um deles diante da desagradável situação ocorrida em julho desse ano, como também se nota pelas imagens que ilustram essa matéria. “A gente fez vários trechos com eles e, no geral, o serviço é bom, mas isso que aconteceu da poltrona deslocar, na minha opinião, é inaceitável”, completa.

De fato, embora um assento não represente nenhuma influência na operação da aeronave, não há dúvida de que a opinião do passageiro é correta.

A regulamentação exige, por exemplo, que os assentos das aeronaves sejam projetados para garantir maior segurança aos viajantes, especialmente em situações de incidentes e acidentes, devendo ser resistentes a certos níveis de carga de impacto e a incêndio, entre outros aspectos. Assim, condições degradadas como as vistas no Boeing 787 em questão não são condizentes com o que se espera.

Ao procurar o AEROIN, o casal descreveu que informou sobre o ocorrido a uma das comissárias antes de sair da aeronave, e que seu intuito era evitar que isso se repetisse, pois sentiram que poderiam ter se machucado. “Eu acho que uma matéria dessas pode ajudar a empresa a melhorar”, descreveu um deles, ao conversar com a redação.

O AEROIN entrou em contato com a Ethiopian Airlines através da assessoria de imprensa da mesma, solicitando um posicionamento sobre a situação e sobre alguma medida que tenha sido ou que seria tomada em relação à condição das poltronas.

A companhia, porém, solicitou o contato do casal para tentar negociar uma compensação pelo ocorrido, sem fornecer um posicionamento oficial para a redação.

O AEROIN segue aberto a ouvir e apresentar quais medidas a empresa tomou para evitar que a situação se repita, afinal, não se trata apenas de passar uma boa aparência para os clientes, mas também de garantir maior segurança aos passageiros.

Murilo Basseto
Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e com Pós-Graduação em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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