Avião A321 com anti-mísseis: FAA retira o pedido de comentários sobre o sistema

Concepção gráfica de um Airbus A321 nas cores da FedEx – Imagem: Flightsim.to

Na última sexta-feira, 14 de janeiro, vimos que a Administração Federal de Aviação (FAA – Federal Aviation Administration) do Departamento de Transportes dos Estados Unidos havia preparado um documento para pedir que a comunidade aeronáutica fornecesse comentários sobre a instalação, em aviões Airbus A321, de um sistema de raio-laser infravermelho como contra-medida para mísseis guiados por calor.

O pedido de liberação para aplicação de tal dispositivo na parte exterior das aeronaves foi feito pela companhia aérea FedEx em 2019, em função de uma preocupação quanto a casos de aviões atingidos por mísseis, registrados ao longo da história da aviação.

Segundo o New York Post, o Departamento de Estado dos EUA indica que mais de 40 aviões civis foram atingidos por mísseis deste tipo desde a década de 1970. Como muitos dos mísseis são guiados por calor, o sistema infravermelho é capaz de confundir o sensor de temperatura do míssil.

Assim sendo, após estes mais de dois anos desde a colocação da requisição, a FAA agora abriria esta consulta pública para receber opiniões e sugestões sobre a questão. Este é um procedimento bastante comum feito pela agência reguladora sempre que está sendo avaliada uma nova regra que possa impactar vários operadores de aviação americana e mundial.

Entretanto, depois de esta intenção da consulta pública ter sido divulgada por diversas mídias na última semana, a agência retrocedeu nesta terça-feira, 18 de janeiro.

Segundo o NY Post, a FAA explicou de forma bastante simplificada que “o período de comentários sobre a proposta não está avançando neste momento”, que está “retirando o aviso” e que a decisão se deve a ter determinado “que é necessário um estudo interno mais aprofundado”.

Quando consultadas a respeito de mais detalhes, a FedEx preferiu não se pronunciar sobre o caso e a FAA se limitou apenas à informação da retirada do aviso.

Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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