
Um relatório divulgado na última quinta-feira, dia 2 de julho, sobre um incidente aeronáutico ocorrido em 23 de abril de 2024, mostra que os investigadores concluíram que o costume do piloto de realizar pousos suaves foi a principal causa.
Naquele dia, conforme reportado pelo The Aviation Herald, o avião De Havilland DHC-8-400 da Luxwing, de matrícula 9H-LWB, estava realizando o voo GR-609, de Londres Gatwick para Guernsey, no Reino Unido, em nome da Aurigny Air Services.
Com 63 passageiros e 5 tripulantes, o turboélice pousou na pista 27 de Guernsey, mas ultrapassou o final da pista às 18:43 local (17:43Z) e parou em solo macio cerca de 30 metros além do final da pista. Não houve ferimentos e nenhum dano visível à aeronave.
Os dados de voo disponíveis e imagens de câmeras do sistema de segurança do aeroporto demonstraram que a aeronave ‘flutuou’ sobre a pista por um período prolongado antes de tocar o solo. A aeronave permaneceu em voo abaixo de 10 pés (3 metros) acima da superfície da pista por cerca de 10 segundos sem reduzir abaixo da Vapp (velocidade de aproximação final), durante o qual consumiu quase metade da distância de pouso disponível. A razão dada para isso foi o comandante, como piloto de controle, querendo um pouso suave.
No relatório que agora foi divulgado, o Ramo de Investigação de Acidentes Aéreos (Air Accidents Investigation Branch – AAIB) do Reino Unido descreveu o seguinte como causa provável do incidente grave:
“A excursão de pista ocorreu porque o Comandante, enquanto tentava realizar um pouso suave, tocou o solo a uma distância considerável além da zona de pouso com pista insuficiente restante para desacelerar a aeronave usando frenagem normal. A aplicação de força de frenagem total foi muito tardia para evitar uma saída de pista em baixa velocidade. Uma exploração mais proativa de dados do sistema de Monitoramento de Dados de Voo (Flight Data Monitoring – FDM) poderia ter detectado como os voos estavam sendo conduzidos nos estágios iniciais do contrato, pois havia evidência disponível de pousos anteriores além da zona de toque. Em resposta ao incidente grave, tanto o locatário quanto o locador da aeronave identificaram e fizeram mudanças em seus sistemas de gestão de segurança.”
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