Azul Linhas Aéreas apresenta o seu desempenho do 3º trimestre de 2021

Airbus A330-200 da Azul

A Azul Linhas Aéreas anunciou hoje, 11 de novembro, seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2021 (3T21), ou seja, o período de julho a setembro deste ano. Nas seções a seguir, primeiro você acompanha uma mensagem do CEO da companhia, John Rodgerson, e depois, os dados apresentados.

Mensagem da Administração

John Rodgerson, CEO da Azul

“Como de costume, eu gostaria de começar agradecendo a todos os tripulantes por sua paixão e dedicação. Graças a eles entregamos um resultado muito positivo com uma significativa melhora da capacidade, receita e lucro em relação ao trimestre anterior.

Além disso, o Brasil continua avançando significativamente na vacinação, com mais de 90% da população adulta já imunizada com a primeira dose da vacina. Recentemente, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e a Europa em percentual da população vacinada com pelo menos uma dose, confirmando a alta intenção de vacinação dos brasileiros.

No trimestre, recuperamos nossa receita unitária aos níveis anteriores à pandemia, uma das poucas companhias aéreas em todo o mundo a já ter alcançado este marco e o fazendo um trimestre antes das nossas expectativas. Nossa liderança em recuperação de capacidade e receita unitária demonstra claramente as vantagens competitivas e sustentáveis do nosso modelo de negócios.

O RASK (receita por assento disponibilizado vezes quilômetros voados) total atingiu 31,4 centavos, 12,5% acima do trimestre anterior, impulsionado pelo crescimento de receita total de 59,6%, atingindo R$2,7 bilhões.

Mais impressionante ainda é que, desde o final do trimestre, mais de 30 milhões de brasileiros foram totalmente vacinados e esse número vem crescendo a cada dia em média em mais de 1 milhão. Isso nos traz mais otimismo em relação às nossas tendências de receita.

Nossa melhora no custo unitário não é menos impressionante. Na comparação com o segundo trimestre, nosso ASK (assentos disponibilizados vezes quilômetros voados) cresceu 41,9% enquanto nosso CASK (custo por ASK) reduziu 13,5%, mesmo considerando o impacto negativo do aumento nos preços do combustível e da desvalorização do real no trimestre.

Esse crescimento de capacidade foi ainda mais notável considerando que nosso número de funcionários (FTE) aumentou apenas 1,3% no trimestre. Isso demonstra a alavancagem operacional disponível para nós e nosso compromisso em sair da crise como uma companhia aérea mais eficiente.

Nosso negócio de logística mantém seu excelente desempenho com mais um trimestre recorde, aumentando a receita líquida em 135% em relação ao 3T19. Estamos a caminho de dobrar nossa receita de cargas em 2021 em relação a 2019, ultrapassando nossa meta de R$1 bilhão no ano. Esse crescimento da receita é impulsionado por novos clientes que estão aproveitando nossas soluções de logística aérea para reduzir seus tempos de entrega, levando a um crescimento sustentável e lucrativo em seus negócios e no nosso.

Nossos outros negócios também apuraram trimestres recordes. O TudoAzul, nosso programa de fidelidade, manteve seu forte ritmo de crescimento, atingindo mais de 13,4 milhões de membros. O faturamento ex-Azul cresceu 31% no 3T21 em relação ao 3T19, enquanto os resgates de clientes também atingiram níveis recordes.

Por fim, nosso negócio de turismo Azul Viagens, assim como nosso negócio de fretamento, também tiveram receita recorde no trimestre.

A entrada de caixa operacional da Azul superou a saída de caixa operacional em R$1,1 bilhão no trimestre. A liquidez total permaneceu forte em R$8,3 bilhões e encerramos o trimestre com R$5,3 bilhões de liquidez imediata, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mesmo após pagamentos de mais de R$1,5 bilhão em aluguéis, empréstimos, diferimentos e despesas de capital. Essa liquidez imediata representa 66% das receitas dos últimos doze meses.

Continuamos expandindo nossas iniciativas ESG. Utilizamos nossa malha exclusiva para apoiar programas sociais e campanhas de conscientização com a ajuda de mais de 2.300 tripulantes voluntários apaixonados. Por exemplo, no trimestre distribuímos mais de 7 mil peças de roupas doadas e transportamos 520 órgãos para transplantes.

Em outubro lançamos nossa campanha anual Outubro Rosa, dando continuidade ao nosso apoio de longa data ao mês de conscientização na prevenção do câncer de mama.

Na esfera ambiental, estamos vendo uma redução significativa em nossas emissões de carbono, principalmente impulsionada por nossa frota de nova geração. Em comparação com 2016, nossa emissão de carbono por ASK reduziu quase 18%.

Temos a frota mais jovem do país e também lideramos o setor em capacidade gerada por aeronaves de nova geração, mais eficientes em termos de combustível e mais sustentáveis.

Olhando para o futuro, embora o real e o combustível sejam grandes desafios, continuamos entusiasmados com nossas tendências positivas de receita. A vacinação continua avançando, as cidades brasileiras reabriram, as empresas estão voltando aos escritórios e as restrições nas fronteiras internacionais foram suspensas.

Essas melhorias, juntamente com as vantagens exclusivas de nossa frota e malha, renovam a confiança em nossos planos para 2022.”

Frota

Em 30 de setembro de 2021, a Azul possuía uma frota operacional de 160 aeronaves de passageiros e uma frota contratual de 179 aeronaves de passageiros, com idade média de 6,8 anos (excluindo Azul Conecta).

No final do 3T21 as 19 aeronaves não incluídas na frota operacional consistiam em 9 aeronaves subarrendadas para a TAP, 3 para a Breeze, 1 para os Bombeiros de Minas Gerais, 2 Cessna em processo de incorporação na frota e 4 aeronaves em processo de saída da frota.

Despesas de Capital (Capex)

Os investimentos totalizaram R$143,0 milhões no 3T21, comparado com R$70,2 milhões no 3T20 e R$354,1 milhões no 3T19, principalmente devido a manutenções de motor e à aquisição de peças no trimestre. Os investimentos reduziram 59,6% em comparação ao 3T19.

Receita Líquida

No 3T21, a Azul registrou uma receita operacional de R$2,7 bilhões comparado a R$1,7 bilhão no 2T21, representando um aumento de 59.6% no trimestre. Comparado a 2019, a receita operacional teve uma recuperação de 89,7%, em linha com a recuperação da capacidade.

A receita de passageiros aumentou 69,3% no trimestre comparado a um aumento de capacidade doméstica em 43,1%, evidenciando a recuperação da demanda à medida que a vacinação avança no Brasil.

O RASK recuperou para os níveis de 2019 pela primeira vez desde o início da pandemia, atingindo 31,4 centavos.

Receita de cargas e outras aumentaram 11,5% no trimestre, totalizando R$317,6 milhões. Em comparação com o 3T19, receita de cargas e outras cresceram 122,3% principalmente devido ao aumento de 135% na receita líquida de cargas, relacionada à forte demanda em soluções logísticas e malha exclusiva.

Custos e Despesas Operacionais

No 3T21, a Azul registrou despesas operacionais de R$2,6 bilhões comparado a R$2,1 bilhões no 2T21, representando um aumento de 22,8% no trimestre, principalmente devido ao aumento da capacidade de 41,9% e ao aumento da receita de 59,6%.

Em comparação com o 3T19, as despesas operacionais aumentaram 4,1% ou R$102,1 milhões, principalmente devido ao aumento de 28,6% no preço do combustível e depreciação média do real de 31,6%, parcialmente compensado pela menor capacidade e iniciativas de redução de custos implementadas durante o ano.

O custo unitário no trimestre reduziu 13,5% e 19,6% excluindo combustível, demonstrando a alavancagem operacional disponível para nós e o nosso compromisso em sair da crise como uma companhia aérea mais eficiente.

A composição das principais despesas operacionais, comparadas ao 3T19, é apresentada a seguir:

– Combustível de aviação aumentou 8,4% para R$879,2 milhões, principalmente devido ao aumento de 28,6% nos preços do combustível de aviação, parcialmente compensado pela redução da capacidade em 10,8% e uma redução de 5,5% na queima de combustível por ASK como resultado da frota de nova geração mais eficiente;

– Salários e benefícios reduziram 7,9% para R$445,5 milhões, principalmente devido à redução da capacidade e iniciativas de redução de custos implementadas para aumentar a produtividade, reestruturando a Azul como uma companhia aérea mais eficiente pós-crise;

– Depreciação e amortização reduziram 9,2% ou R$35,2 milhões, devido à redução do ativo de direito de uso como resultado das modificações nos contratos de leasing ocorridas no 3T20, parcialmente compensadas pelo aumento do tamanho da frota em relação ao 3T19;

– Tarifas aeroportuárias reduziram 2,4% ou R$4,7 milhões, especialmente devido à menor capacidade.

– Serviços de passageiros e de tráfego reduziram 18,8% ou R$24,2 milhões, principalmente devido à redução de 13,0% no número de passageiros transportados no 3T21 em relação ao 3T19;

– Comerciais e marketing reduziram 28,1% ou R$33,9 milhões, principalmente devido à redução no pagamento de comissões de venda e menos campanhas de marketing, parcialmente compensados por um aumento nos embarques de cargas expressas, que possuem taxas de comissão maiores;

– Materiais de manutenção e reparo aumentaram R$61,6 milhões devido à desvalorização do real em 31,6% e maior quantidade de eventos de manutenção no trimestre, parcialmente compensado por manutenções realizadas no próprio hangar da companhia;

– Outras despesas operacionais aumentaram R$108,6 milhões principalmente devido à desvalorização do real em relação ao dólar e aumento das despesas relacionadas ao crescimento do negócio de cargas.

Resultado não operacional

Despesas financeiras líquidas representaram um prejuízo líquido de R$900,9 milhões, principalmente devido aos juros sobre empréstimos e arrendamento no trimestre.

Instrumentos financeiros derivativos resultaram em um ganho de R$7,3 milhões no 3T21, principalmente devido a um ganho no hedge de combustível registrado no período. Em 30 de setembro de 2021, a Azul possuía hedge de 10% do consumo esperado de combustível para os próximos doze meses por meio de instrumentos financeiros derivativos de heating oil.

Variações monetárias e cambiais, líquidas – a Azul registrou uma perda não-monetária em moeda estrangeira de R$1,5 bilhão no 3T21, principalmente devido à depreciação de 8,7% do real em relação ao dólar no final do período de 30 de junho de 2021 a 30 de setembro de 2021, resultando em um aumento nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

Disponibilidades e Financiamentos

A Azul encerrou o trimestre com R$5,3 bilhões de liquidez imediata, incluindo caixa, equivalentes de caixa, investimentos e recebíveis de curto prazo, praticamente estável em relação ao 2T21, mesmo após pagamentos de mais de R$1,5 bilhão em aluguéis, empréstimos, diferimentos e despesas de capital.

Essa liquidez imediata representou 65,8% da receita dos últimos doze meses. A liquidez total, incluindo depósitos, reservas de manutenção e recebíveis de longo prazo, foi de R$8,3 bilhões em 30 de setembro de 2021. Isso não inclui peças de reposição ou outros ativos não onerados como TudoAzul e Azul Cargo.

Contas a receber aumentou 38,8% ou R$462,1 milhões em comparação com o 3T21, principalmente devido às fortes vendas e uma redução na antecipação de recebíveis de cartão de crédito dado o elevado saldo em caixa.

No Brasil, recebíveis de cartão de crédito referem-se principalmente a passagens já voadas e não apresentam risco de crédito do portador do cartão. Portanto, geralmente não há retenções e os recebíveis são fáceis de serem antecipados conforme necessário mediante um pequeno pagamento de juros.

A dívida bruta aumentou 8,2% ou R$1,7 bilhão em relação a 30 de junho de 2021, principalmente devido à desvalorização do real de 8,7% em relação ao dólar no final do período, parcialmente compensada pelo pagamento de arrendamentos, empréstimos e financiamentos no valor de R$789,7 milhões no trimestre.

Em 30 de setembro 2021, o prazo médio da dívida da Azul, excluindo passivos de arrendamento de aeronaves, era de 3,4 anos com um custo médio de 6,9%. O custo médio das obrigações em dólares e em reais foi de 9,1% e 6,4%, respectivamente.

Responsabilidade Ambiental, Social e de Governança (“ESG”)

A tabela abaixo apresenta as principais métricas ESG da Azul, de acordo com o padrão SASB (Sustainability Accounting Standards Board) para o setor aéreo:

Resultados Financeiros

Informações da Azul Linhas Aéreas

Murilo Basseto
Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e com Pós-Graduação em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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