Barra elevada: FAA retira a capacidade da Boeing de emitir certificados de quatro 787

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Avião Boeing 787-10 United Airlines
Imagem: Adam Moreira / CC BY-SA via Wikimedia

A FAA retirou da Boeing a autoridade para inspecionar e aprovar quatro 787 Dreamliners recém-produzidos, como parte do maior escrutínio de problemas de produção que interromperam as entregas do avião no ano passado.

Conforme relatado por Andrew Tangel no Wall Street Journal, a Federal Aviation Administration (FAA) disse que seus inspetores, em vez dos do fabricante do avião, conduziriam as verificações de segurança de rotina antes da entrega de quatro Dreamliners que a Boeing deixou de entregar a clientes, ao lidar com várias falhas de qualidade.

Por muitos anos, a FAA permitiu que a Boeing emitisse certificados de aeronavegabilidade em nome da agência, embora esta tenha esclarecido que mantinha essa autoridade em casos específicos para manter seus inspetores atualizados. Agora, a FAA disse que sua decisão de manter a autoridade de aprovação final era parte de um conjunto mais amplo de ações visando aos problemas de produção do 787 da Boeing. Um porta-voz disse que a agência poderia decidir que seus próprios inspetores analisassem mais Dreamliners.

Um porta-voz da Boeing disse na quarta-feira (17) que a empresa envolveu a FAA em seus esforços para retomar as entregas do Dreamliner e que seguiria as instruções da agência nas aprovações finais, como fez no passado. 

Depois de suspender as entregas em outubro, a Boeing acumulou mais de 80 Dreamliners recém-produzidos e não entregues, mas espera retomar as entregas no final de março. Entre as aeronaves específicas programadas para aprovação final pelos inspetores da agência estão dois Dreamliners encomendados pela United Airlines. A operadora espera receber os aviões no final de março ou início de abril.

O porta-voz da Boeing disse que a fabricante ajustaria seus planos de entrega, se necessário, para que pudesse conduzir inspeções completas do 787 “para garantir que cada um atenda às rigorosas especificações de engenharia”.

Embora de escopo limitado, a decisão da FAA sobre os Dreamliners é semelhante a uma etapa que a agência conduziu em relação aos 737 MAX. A agência retirou a Boeing de sua autoridade para realizar verificações de segurança pré-entrega para jatos MAX no final de 2019.

Os defeitos do Dreamliner estão entre vários problemas de qualidade que a Boeing enfrentou nos últimos anos em seus programas comerciais, de defesa e espaciais.

Muitas das falhas de qualidade do 787 envolvem pequenas lacunas onde as seções da fuselagem da aeronave ou do corpo da aeronave se encontram. Problemas surgiram em outros lugares também, incluindo o estabilizador vertical e o estabilizador horizontal na cauda.

Informações do nosso parceiro Aviacionline.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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