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Boeing está frustrada após Airbus levar a melhor na China e culpa a geopolítica

A grande encomenda de cerca de 300 jatos Airbus por quatro empresas chinesas desagradou a Boeing, que colocou a culpa na geopolítica.

Foto de N509FZ

O anúncio de hoje (1), de uma encomenda em conjunto da Air China, China Eastern, China Southern e Shenzen Airlines para 292 aviões da família A320, que incluem o A319, A320 e A321, deu um tom que a China não irá comprar tão cedo os aviões da Boeing de corredor único, no caso o 737 MAX.

O país foi um dos últimos a recertificar o modelo da Boeing, que vitimou centenas de pessoas em dois acidentes em 2018 e 2019. No entanto, ao mesmo tempo, aconteceram atritos entre Pequim e Washington, principalmente no Governo Trump e envolvendo a questão de Taiwan (República da China).

Apesar de Joe Biden já estar na presidência dos EUA há algum tempo, o mal estar não teria passado, segundo a Boeing, mesmo que Biden seja supostamente mais favorável à China do que foi Trump, mas também luta para que o país asiático não aumente mais ainda sua influência na região.

Segundo reporta a Reuters, a Boeing afirmou, em nota oficial, que “é desapontador que diferenças geopolíticas continuem a reduzir exportações de aviões feitos nos EUA“, e que deverá perder a maioria do mercado chinês, que hoje é mantida apenas por sua forte presença nos aviões de maior porte, como o Boeing 747, 767, 777 e 787.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
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