Boeing pede para funcionários saírem do home-office, mas eles se recusam

A volta ao trabalho, num momento em que a pandemia perde força, tem sido difícil para algumas empresas e empregados, e com a Boeing não está sendo diferente.

Imagem por Boeing

De volta às entregas em maior número das aeronaves 737 MAX, e a caminho da solução de problemas com o 787 Dreamliner e 777X, a Boeing tem visto sua demanda de trabalho aumentar nos últimos meses.

Durante a pandemia a Boeing, assim como a Airbus e a Embraer, enviou para casa vários de seus empregados, que faziam trabalhos mais burocráticos em seus computadores a partir de seus lares. O que, para muitas pessoas, deveria o futuro das relações trabalhistas, se mostra como um desafio, já que empresas de vários setores têm acabado ou reduzido bastante o trabalho remoto (home office).

Na Boeing tem sido assim. A empresa quer os funcionários de volta, mas eles demonstram resistência, em todos os níveis. Como muitos setores são independentes, e cada diretor decide como sua equipe vai trabalhar, isso estaria causando um sentimento de injustiça, já que uma pessoa pode ter que ir para o escritório e seu colega de outro setor com função similar continuar em casa.

Segundo o SeattleTimes, a resistência tem sido tanta que a Boeing tem encontrado desafios, mesmo oferecendo um sistema híbrido, com alguns dias da semana no escritório e outros em casa, a exemplo do que outras grandes empresas estão fazendo.

“À medida que aumentamos a taxa de produção de aeronaves, contratamos mais pessoas e continuamos o desenvolvimento dos nossos aviões; é benéfico que o nosso time esteja mais vezes no escritório para garantir o compromisso com nossos clientes e colabore com a empresa em pessoa, incluindo o compartilhamento de boas práticas e resposta para demandas emergências”, afirmou a Boeing em comunicado oficial.

A indústria aeronáutica, apesar de extremamente tecnológica, ainda não automatizada no mesmo nível da automobilística, por exemplo, sendo necessário muito trabalho manual para montar as aeronaves peça por peça. Isso faz com que não apenas o time da produção, mas outros, também estejam sempre por perto.

Carlos Martins
Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A