
Os dois jatos Boeing 747-8 que a Lufthansa vendeu para o governo americano não serão usados como aeronaves governamentais ou de uso militar, servindo apenas de apoio à frota militar.
Em um anúncio um tanto quanto surpreendente, a principal operadora atualmente do Jumbo de passageiros vendeu dois de seus 19 jatos 747 de última geração, com a transação sendo feita diretamente para o governo americano.
Com a notícia, surgiram rumores de que a aeronave poderia complementar a frota dos futuros jatos presidenciais Força Aérea Um, que será designada como VC-25B, ou se tornar o “Avião do Dia do Juízo Final”, que é a plataforma E-4C Nightwatch, de comando militar aéreo.

Porém, a história não se encaixava com a realidade: os dois aviões que serão os próximos Força Aérea Um já estão sendo modificados, enquanto um terceiro, doado pelo Catar, também passa por outro processo de modificação. Já os futuros E-4C foram comprados anos atrás da Korean Air e também estão em processo de alteração para o propósito militar.
A Força Aérea Americana foi questionada pelo portal The War Zone e acabou esclarecendo o que de fato acontecerá com os dois Jumbos oriundos da Lufthansa, que darão baixa do serviço civil apenas no ano que vem.
“Como parte do programa de renovação de frota, a Força Aérea comprou dois aviões que servirão como plataforma de treinamento e reposição de peças para a frota de 747-8. Considerando que o Jumbo não está mais em produção ativa e que há uma grande diferença em relação ao atual 747-200, é importante que a USAF estabeleça uma estratégia de treinamento e apoio logístico para a futura frota de Boeings 747-8i“, afirmou um porta-voz da USAF.
Dessa maneira, os Jumbos substituirão os jatos da Atlas Air, companhia aérea cargueira atualmente responsável pelo treinamento dos pilotos de 747 da USAF, para a formação de novas tripulações e, após um período, serão desmontados para fornecimento de peças às sete aeronaves VC-25B e E-4C, no processo conhecido como canibalização.
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