Breeze Airways, do brasileiro David Neeleman, só deve voar em 2021

Avião Embraer E195 Breeze Neeleman
Concepção gráfica da pintura da Breeze

Embora não tenha havido nenhum anúncio oficial, pode-se entender que a data de lançamento da Breeze Airways, a nova companhia aérea de David Neeleman, foi postergado até 2021. Ao menos, é essa informação que consta agora atualizada no site da empresa na internet.

A nova mensagem, que pode ser encontrada logo na capa do site diz assim: “Bem-vindos à Breeze Airways, uma nova companhia aérea programada para decolar em 2021! Somos um grupo de especialistas em aviação e fanáticos, trabalhando dia e noite para construir algo novo e realmente especial para os hóspedes. Fique ligado, e até lá, tenha um bom dia!”

Previsão de estreia

Antes da COVID-19 chegar e causar toda essa confusão no cenário da aviação mundial, Neeleman planejava ver a Breeze voando com passageiros até o final de 2020. No entanto, o voo inaugural teve que ser empurrado para mais alguns meses adiante. Enquanto isso, a empresa trabalha no processo de certificação com a FAA, uma etapa burocrática e cheia de requerimentos.

A frota da empresa deverá ser composta, principalmente, por aeronaves Embraer E195 de segunda mão, no caso oriundas da Azul Linhas Aéreas, empresa brasileira também fundada por Neeleman. As rotas não estão definidas, mas a base operacional será em Salt Lake City.

Em janeiro de 2020, a Azul anunciou que repassaria 53 E-Jets E1 de sua atual frota para as empresas LOT e Breeze, na medida em que novas aeronaves E2 fossem incorporadas. Segundo o acordo de sublocação, todos os E1 deveriam sair da frota da brasileira até o final de 2022, para dar lugar aos E2. Na época, tanto David Neeleman, quanto executivos da polonesa LOT celebraram o acordo.

Embora todo o desafio imposto pelo coronavírus, a Azul confirmou no final de maio de 2020 que o acordo de repasse das aeronaves a Breeze e Lot ainda estava de pé. Assim disse John Rodgerson, presidente da empresa aérea brasileira:

“Temos um ótimo relacionamento com a Embraer e estamos muito animados com o E2. Infelizmente, tivemos que adiar nossos planos de pegar mais desses aviões até que a economia se recuperasse. É importante destacar que também temos 51 aeronaves saindo naturalmente de nossa frota antes que esses E2 cheguem. Independente disso, ainda há as possíveis sublocações para o LOT e Breeze cujo contrato ainda é válido. Na medida em que o tamanho do mercado mude após o COVID-19, queremos estar preparados”.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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