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Caça F-15 completa 50 anos invicto e com 104 aviões inimigos abatidos

O “suprassumo” do combate aéreo moderno, o F-15 Eagle, completou meio século de vida e mostra que não está nada velho.

Desenvolvido originalmente pela McDonnell Douglas, hoje parte da Boeing, o F-15 é o maior símbolo de um caça moderno. Com uma vasta história de combate, o caça de fabricação americana já abateu 104 aviões inimigos durante décadas de enfrentamento no Oriente Médio, principalmente nas Guerra do Golfo e do Líbano.

Os abates, em sua maioria, foram contabilizados por pilotos israelenses e americanos, mas também sauditas entram na lista. Ironicamente o caça só foi derrubado por “fogo amigo”, nunca por um inimigo, fazendo dele o único caça moderno invicto em combate aéreo contra outros caças (lembrando que muitos dos caças atuais jamais entraram em situação de combate).

Imagem: Divulgação Boeing

O sucesso do avião começa pelo seu design único, que evoluiu da versão “A” até a versão “E”, a “Strike Eagle”, mais voltada para bombardeios. A dupla empenagem, similar à de seu “irmão naval” F-14 Tomcat lhe proporcionava maior manobrabilidade e estabilidade, e seu design de asas, testadas previamente na NASA, garantiam o mínimo de arrasto.

O design “limpo”, com motores potentes e radar avançando, fez com que o Eagle se tornasse uma verdadeira “ave de rapina”, à altura de seu concorrente da época, o MiG-25 Foxbat, o qual ele fora desenhado para combater.

Apesar de nunca entrar de fato em combate contra um MiG-25, o F-15 superou sem dificuldades todos os outros rivais de fabricação russa, com exceção da família Flanker, com a qual até o momento não duelou nos ares.

Nesta semana, a Boeing celebrou os 50 anos da apresentação do caça, que já passa das mais de mil unidades produzidas e afirma que, apesar da idade, “uma coisa nunca mudou, o F-15 se recusa a ser o segundo melhor, e continuar a dominar os céus”.

Uma curiosidade é que o Eagle chegou a ser oferecido ao Brasil durante o seu programa F-X1, no qual também estavam o americano F-16 e F-18 Super Hornet, o russo Sukhoi Su-35, Airbus Eurofighter, Dassault Rafale e o Gripen NG.

A proposta americana na época foi deixada de lado, já que a FAB queria caças novos e os EUA ofereceram 40 caças F-15C usados. Caso o Brasil optasse por eles, seria uma grande mudança na região.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
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