Caça F-35 holandês aparece com marca de abate de drone russo-iraniano

Divulgação – Real Força Aérea Holandesa

Uma foto de um caça F-35 divulgada recentemente pelo Ministro da Defesa dos Países Baixos chamou a atenção por uma marcação estampada na aeronave.

O Ministro da Defesa holandês, Ruben Brekelmans, visitou no último dia 29 de setembro uma base aérea na Polônia, onde caças Lockheed Martin F-35A Lightning da Real Força Aérea Holandesa (RNLAF) estão baseados como parte da Operação Sentinela Oriental da OTAN, que pretende reforçar a defesa aérea no flanco leste contra incursões de drones e aeronaves russas.

A chegada à Polônia foi feita com um jatinho executivo Gulfstream G650ER da RNLAF, que foi acompanhado de dois caças F-35A, um deles de matrícula F-027, que chamou a atenção por um detalhe próximo do cockpit: um desenho de um drone HESA Shahed 136.

Divulgação – Real Força Aérea Holandesa
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De origem iraniana, o drone kamikaze Shahed tem sido utilizado em massa pela Rússia nos ataques contra a Ucrânia, e também fabricado no país sob o nome Geran-2. Na noite do dia 10 de agosto, vários desses drones e de outros modelos invadiram o espaço aéreo polonês, e alguns foram abatidos por caças e pela defesa antiaérea polonesa, enquanto outros acabaram caindo após ficarem sem combustível.

Na ocasião, o próprio ministro Brekelmans havia afirmado que os caças de seu país haviam abatido drones russos, e agora isso foi confirmado pelo desenho na fuselagem, uma tradição que remonta à Primeira Guerra Mundial, quando silhuetas de aeronaves inimigas eram estampadas após aquele caça ter realizado o abate. Essa tradição também é seguida com bombardeiros, porém, nesse caso, a silhueta é de uma bomba, e não do alvo inimigo.

A Rússia, desde então, tem afirmado estar aberta a esclarecimentos, mas destacou que o alcance desse drone e de outros usados pelo país não permite que eles sejam lançados de dentro de seu território reconhecido internacionalmente e atinjam a Polônia ou algum outro membro da União Europeia ou da OTAN. Porém, existem suspeitas de que os drones sejam lançados de dentro da Bielorrússia, entrem em espaço aéreo ucraniano e, por algum motivo ainda não conhecido, acabem chegando à Polônia.

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Mateus Santana
Mateus Santana
Fascinado por aviões desde pequeno é piloto comercial de aeronaves na América do Norte

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