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Caixa-preta do avião que caiu na Flórida ainda não foi encontrada e investigadores não têm certeza sobre sua existência

Foto – DepositPhotos

Os investigadores do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes (NTSB) ainda não determinaram se a caixa-preta estava a bordo do jatinho Learjet 60 que caiu na Flórida.

A aeronave que transportava nove pessoas e tinha como uma das tripulantes uma aviadora filha de brasileiros caiu na vertical neste domingo, 1º de novembro, em West Palm Beach, na costa leste da Flórida. Nenhuma pessoa a bordo sobreviveu, e uma pessoa em solo teve ferimentos leves numa das pernas.

O perturbador áudio divulgado que mostra a conversa da piloto com os controladores de voo foi obtido por uma frequência pública que é utilizada para pilotos e controladores se comunicarem, e não é parte do gravador de voz da aeronave.

O modelo Learjet 60 conta com um gravador de voz que vem como item de série de fábrica, podendo o proprietário adquirir um gravador de dados como item opcional. Esta definição é a que tange à certificação da FAA na época, em que aviões deste porte e peso, em operações particulares (Part 91 ou RBAC 91 no Brasil), só eram obrigados a ter um gravador de voz com capacidade de armazenamento de até duas horas de áudio.

Já o gravador de dados não é obrigatório, a não ser que esta aeronave fosse operada em táxi-aéreo (Part 135/RBAC 135) ou fosse uma operação particular, mas de maneira compartilhada, ou seja, o avião possuísse cotas de diferentes donos em uma operação compartilhada.

“Ainda estamos determinando se o gravador de voz estava a bordo, e temos esperança de que possamos recuperá-lo. Ainda é muito cedo para saber, mas são dados muito importantes“, afirmou o membro do conselho do NTSB, Tom Chapman, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda.

Também existe a possibilidade de este gravador de voz não estar presente ou estar presente, porém não operacional.

Uma nova regra da FAA, imposta em agosto, exige que até 2029 aeronaves novas de fábrica da categoria do Learjet 60, como o novo Embraer Praetor 500, estejam equipadas com um gravador de voz que capte até 25 horas contínuas de áudio, independentemente do tipo de operação.

Porém, para aeronaves já em operação e que não são mais produzidas, como é o caso de toda a família de aviões Learjet, a exigência se aplica apenas a modelos com mais de 30 assentos, o que isenta qualquer operador de jatinho desta nova regra.

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