
Em meio ao aumento expressivo nos preços do petróleo e à tensão provocada pela guerra no Irã, a United Airlines anunciou que reduzirá em até 5% sua capacidade até o outono, cortando rotas menos lucrativas. No entanto, o CEO Scott Kirby enviou um comunicado interno aos funcionários para garantir que não há motivo para preocupações excessivas.
Kirby prevê que o preço do barril de petróleo possa atingir até US$ 175 e que só volte a cair abaixo de US$ 100 em 2027. Como o combustível é o segundo maior custo das companhias aéreas, esse cenário representa um desafio grave para o setor.
Apesar dos números assustadores, Kirby ressaltou que a demanda por viagens permanece forte, com as últimas dez semanas sendo as de maior receita na história da United. Diferentemente do passado, quando crises similares levaram a demissões e cortes, a empresa tem capital suficiente para seguir investindo.
O executivo também determinou que as equipes de gestão intensifiquem investimentos em melhorias, como novos lounges premium e expansão das operações no hub de Newark. No entanto, reconheceu a necessidade de ajuste tático, com corte de voos noturnos e serviços pouco lucrativos, além de reduzir em cerca de 1% os voos em Chicago.
Kirby concluiu pedindo tranquilidade aos colaboradores, afirmando que a United está preparada para enfrentar esse momento turbulento melhor do que seus concorrentes, que estariam apostando na sorte.
A Associação dos Comissários de Bordo dos EUA alertou para os impactos negativos da guerra e do aumento do combustível, que afetam principalmente companhias com margens estreitas e cadeias de suprimentos rígidas, mas podem atingir todo o setor globalmente.





