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CO2llaborate: British Airways apresenta sua nova plataforma de remoção de carbono

A320neo
A320neo da British Airways – Imagem: British Airways

A British Airways lançou o CO2llaborate, sua nova plataforma para a compra de créditos de compensação de carbono. A nova iniciativa agregou-se, assim, aos mecanismos de compensação de emissões anteriormente disponíveis.

Conforme explicou a empresa em comunicado à imprensa, os créditos são emitidos por projetos de captura e remoção de carbono. Nesse sentido, a ferramenta da companhia aérea britânica funciona de forma semelhante a outros programas desenvolvidos por players do setor.

Desde ontem, como informa o Aviacionline, os clientes da British Airways podem selecionar uma combinação de dois projetos de remoção de carbono certificados independentemente e contribuir com uma quantia em dinheiro por meio da plataforma. Conforme relatado pela empresa, novos projetos serão adicionados em um futuro próximo.

A contribuição do cliente irá para os projetos “Blue Carbon Mangrove” (“Manguezais de Carbono Azul”), que se desenvolve no delta do rio Indus, no Paquistão, e “Freres Biochar” , que consiste na produção de um material rico semelhante ao carvão feito de resíduos agrícolas e madeira.

A nova plataforma permite aos clientes calcular as emissões de cada um dos seus voos. Com esses dados, os passageiros podem optar por comprar créditos de compensação de carbono antes do embarque ou após a conclusão da viagem. Além disso, a British Airways agora permite que o viajante selecione a opção diretamente a bordo e durante qualquer voo da empresa com conexão à internet.

As iniciativas tradicionais de compensação funcionam a partir de projetos que previnem, reduzem ou removem da atmosfera uma quantidade de dióxido de carbono equivalente ao que é emitido por uma atividade. Esta é uma opção comum entre as empresas que prestam serviços de transporte. Muitas companhias aéreas oferecem essa possibilidade.

Por outro lado, os projetos de remoção de carbono consistem em ações diretas para remover esse gás de efeito estufa, tanto da atmosfera quanto do ciclo do carbono. Ou seja, incluem a remoção de carbono da biosfera terrestre, oceanos ou sedimentos.

Embora ambos os mecanismos sejam importantes para reduzir o excesso de carbono das atividades humanas, os cientistas que estudam o clima e a composição atmosférica argumentam que uma transição gradual para apoiar mais projetos de remoção de carbono é desejável, à medida que avanços são feitos em soluções tecnológicas, padrões de verificação e mecanismos de apoio político.

Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.