Com frota de aviões minguada, SAA agora planeja voar de novo no segundo semestre

A South African Airways (SAA) vai voltar aos céus em julho ou, no mais tardar, no início de agosto de 2021, de acordo com seu diretor executivo interino, Thomas Kgokolo. A transportadora irá confirmar uma data exata de relançamento, estando pendentes a finalização das negociações trabalhistas com os pilotos sobre seus pacotes de indenização, bem como a atualização de algumas certificações.

Os acordos com a equipe resultarão na redução da força de trabalho de 4.000 para cerca de 1.000 funcionários. Ao longo de seu processo de reorganização, a empresa já havia reduzido a força de trabalho drasticamente, em meio a um caos econômico, piorado ainda mais pela pandemia. No começo de 2020, a empresa encerrou sua história de mais de 50 anos de voos para o Brasil, por exemplo.

Primeiríssima

Essa foi a primeira declaração formal desde que a SAA saiu do processo de recuperação judicial, em 30 de abril, após declarar ter recebido o compromisso resgate estatal. Kgokolo disse que a transportadora nacional tomou a decisão estratégica de se concentrar em rotas locais e regionais lucrativas primeiro. 

A lucrativa ligação entre Joanesburgo e Cidade do Cabo provavelmente estaria entre suas primeiras rotas em um cronograma novo e reduzido. O primeiro serviço intercontinental da SAA provavelmente só será retomado em dois anos, já que a nova equipe de gerenciamento da operadora tem capital operacional limitado à disposição, disse ele.

Em paralelo, o governo está procurando uma parceria de capital privado que proporcione sustentabilidade de longo prazo à companhia aérea.

Kgokolo confirmou que as negociações continuaram, no nível governamental, com um parceiro de capital estratégico ainda não identificado. Essas negociações devem ser finalizadas dentro de um mês, disseram legisladores na semana passada. Enquanto isso, o executivo disse que sua tarefa era garantir que a SAA se tornasse “um negócio eficiente, confiável e lucrativo nos próximos meses”.

Frota minguada

Ele não fez menção aos planos de frota da companhia aérea. De acordo com seu plano de resgate de negócios, a SAA reduzirá sua frota de 44 para 26 aeronaves, incluindo 10 jatos regionais (que não existiam na frota antes). Durante o processo de recuperação da empresa, a SAA rescindiu todos os arrendamentos e novos contratos deveriam ser negociados em termos mais favoráveis.

Atualmente, a empresa possui uma frota minguada de aviões, com menos de 10% do que tinha há dois anos. São apenas três A319 e um A330-300 ativos, segundo dados da CH-Aviation. Outros três A340-300 e quatro A340-600 estão parados em Joanesburgo, mas a empresa está tentando vendê-los.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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