
Durante a segunda fase do Exercício Conjunto (EXCON) Escudo-Tínia, militares das Forças Armadas brasileiras participaram de missões de infiltração aérea, incluindo uma simulação de salto livre operacional a 12 mil pés.
A atividade, realizada em cenário tático simulado, teve como objetivo validar procedimentos de infiltração de tropas especializadas em áreas sensíveis ou de difícil acesso.
Os lançamentos ocorreram a partir da aeronave KC-390 Millennium, operada, no exercício, pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo – e pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus. A atividade integrou o treinamento coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB), realizado de 11 a 29 de maio, na Base Aérea de Anápolis (BAAN).
Outro segmento do salto livre operacional treinado no EXCON Escudo-Tínia 2026 foi o salto a grande altitude, realizado acima de 12 mil pés, que envolve o emprego de sistemas de oxigênio, vestimentas térmicas e procedimentos operacionais padronizados.
Nessa modalidade, os sistemas de oxigênio suplementar são utilizados desde a fase de desnitrogenação até a saída da aeronave, contribuindo para a segurança e para a manutenção da capacidade fisiológica dos militares durante o voo e em fases específicas do salto.
As modalidades de salto a grande altitude, como High Altitude Low Opening (HALO) e High Altitude High Opening (HAHO), representam capacidades estratégicas relevantes para as Forças Armadas. Elas possibilitam a infiltração sigilosa, precisa e a longas distâncias de tropas especializadas, ampliando a flexibilidade e o alcance das ações militares em missões de Busca e Salvamento em Combate, reconhecimento especial e ações diretas.
Segundo o Chefe da Seção de Operações do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), Major de Infantaria José Ivan Pedroza Bezerra Ribeiro, a realização de atividades de salto livre durante o EXCON Escudo-Tínia é fundamental para fortalecer a integração entre as tropas de operações especiais da Força Aérea Brasileira, do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil.
“Compreender como empregar essas técnicas e procedimentos no contexto de Missões Aéreas Compostas é fundamental para que as equipes de Operações Especiais estejam capacitadas a atuar de forma integrada, ampliando a capacidade de coordenação conjunta em cenários de alta complexidade”, destacou o oficial.
Já o Oficial de Operações do Esquadrão Gordo, Major Aviador Romulo dos Santos Pinto, ressaltou que a missão exige planejamento minucioso, incluindo o estudo dos ventos de camada e das condições meteorológicas, a fim de garantir a precisão do lançamento e a segurança da tropa.
“Além do salto em si, o paraquedista está equipado e armado, o que demanda atenção especial durante toda a movimentação dentro da cabine e na saída da aeronave. Hoje, ninguém atua isoladamente. Por isso, a sinergia entre as Forças Armadas é essencial”, afirmou.
Preparação para missões reais – O exercício busca fortalecer a capacidade de atuação em cenários de alta complexidade, promovendo o desenvolvimento de Táticas, Técnicas e Procedimentos de Defesa Aérea e Defesa Antiaérea no contexto de operações conjuntas.
Entre os objetivos estão, ainda, o aperfeiçoamento de Missões Aéreas Compostas, de operações de lançamento de pessoal e carga, além da integração coordenada entre as três Forças.
Durante o exercício, as unidades participantes são adestradas em diversas Ações de Força Aérea, entre elas: Apoio Aéreo Aproximado, Assalto Aeroterrestre, Ataque, Defesa Aérea, Defesa Antiaérea, Defesa Cibernética, Controle e Alarme em Voo, Escolta, Evacuação Aeromédica, Exfiltração Aérea, Infiltração Aérea, Reconhecimento Aeroespacial, Reconhecimento Armado, Ressuprimento Aéreo e Supressão de Defesas Aéreas Inimigas.
Os objetivos estabelecidos para o treinamento atendem às demandas de capacitação e preparo operacional das Forças Armadas, contribuindo para o aprimoramento da interoperabilidade e da prontidão em operações conjuntas.
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