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Credores chilenos ficaram indignados com o anúncio da Latam na semana passada

Na semana passada, o LATAM Airlines Group anunciou um acordo com um grupo de credores e acionistas para apoiar seu plano de reorganização, mas nem todos ficaram felizes com isso. Os credores chilenos, que estavam insatisfeitos antes, parecem agora indignados com o negócio, reportou a Bloomberg.

O chamado “acordo de compromisso de backstop” foi firmado em 12 de janeiro de 2021, com os principais acionistas que apoiam o acordo de apoio à reestruturação, composto pela Delta Air Lines, Qatar Airways, os Grupos Cueto e Eblen, e a credora Evercore. No entanto, alguns credores chilenos estão se opondo ao plano, pois estimam que suas contrapartes estrangeiras receberão cinco vezes mais por cada dólar, quando o processo do Capítulo 11 estiver concluído. 

O Banco Estado, representante dos credores locais, pediu à LATAM que melhore seus termos. Os investidores estão ameaçando entrar com ações na justiça se suas demandas não forem atendidas. Eles argumentam que teria sido melhor para os credores locais se a LATAM tivesse buscado proteção nos tribunais chilenos, em vez de em Nova Iorque.

Conforme descrito anteriormente, o plano de reestruturação prevê a injeção de mais de US$ 8 bilhões no grupo por meio de um mix de novas ações, notas conversíveis e dívida, nos termos de um acordo de apoio à reestruturação concluído em novembro de 2021. Isso dará à LATAM liquidez de US$ 2,67 bilhões e dívida total de US$ 7,26 bilhões, após sair do Capítulo 11.

A empresa submeteu o acordo de backstop ao Tribunal de Falências dos EUA para aprovação e uma audiência deve ser marcada dentro de 21 dias. O acordo menciona o dia 30 de setembro de 2022, como prazo para os compromissos assumidos pelos acionistas e credores dentro do plano de recuperação, embora a data esteja sujeita a prorrogações caso novas cepas de COVID-19 atrasem a saída do Capítulo 11.

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