De volta ao escambo: empresa brasileira agora aceita metais em troca de aeronaves

Jato executivo Global Express – Imagem meramente ilustrativa

Um curioso movimento que, interessantemente, nos remete aos tempos históricos do chamado “escambo”, ou seja, da permuta entre coisas de interesse mútuo ao invés do uso de dinheiro como forma de pagamento, foi anunciado recentemente por uma empresa brasileira em relação à negociação de aeronaves.

Na atualidade, no entanto, esse tipo de negociação ganha outro nome mundo afora: barter – o sistema de troca no qual os participantes de uma transação trocam bens ou serviços diretamente por outros bens ou serviços, sem usar um meio de troca, como dinheiro.

Nesse sentido, a Timbro, empreendedora nacional de comércio exterior, distribuição e serviços financeiros, informou que passa a aceitar commodities metálicas como pagamento por aeronaves executivas importadas. Neste formato de barter, mineradoras e empresas do setor poderão pagar pelo avião ou helicóptero escolhido com diversos tipos de minérios, adequando o fluxo de caixa à operação. O modelo já é oferecido pela empresa para commodities agrícolas.

Com expectativa de volume de negócios de R$ 7,2 bilhões para 2021, a Timbro é a única trading do país que, além de importar aeronaves executivas para terceiros, é também exportadora de commodities. Desta forma, tem a expertise e a capacidade operacional necessárias para adotar o modelo de barter junto ao segmento de mineração, em uma negociação que atualmente é única no país. 

Pelo barter, a Timbro aceita aquilo que o cliente produz como alternativa de pagamento da aeronave escolhida. No caso de commodities, podem ser as agrícolas – grãos, açúcar, algodão ou café – e, agora, as metálicas, como minério de ferro, manganês, ferro gusa, sucata e metais não-ferrosos, adequando o fluxo de caixa do cliente à sua respectiva produção.

“No primeiro semestre de 2021, a Timbro registrou aumento de 40% de clientes interessados em adquirir uma aeronave. Convertemos 70% destes negócios, indicando crescimento consolidado da operação ainda neste ano”, detalha Philipe Figueiredo, head de Aviação da Timbro.

Segundo o executivo, “assim como o agro, o setor de mineração responde por parte relevante do PIB no Brasil. Ao trazer o modelo de barter como solução financeira, apoiamos as mineradoras e empresas deste setor que precisam de uma aeronave executiva, mas têm as questões de preço do minério impactando seu fluxo de caixa”.

Para 2022, a projeção é que 10% das importações de aeronaves feitas pela Timbro tenham o pagamento realizado por barter. “A Timbro alia as expertises em commodities agrícolas e aviação executiva e é uma importadora de aeronaves homologada pelas principais instituições de leasing do Brasil e do mundo. Oferecemos a quem precisa importar uma aeronave executiva um leque de opções para o pagamento da operação. Além disso, nosso time gabaritado em comércio exterior garante ao cliente toda a tranquilidade e distância de assuntos burocráticos, técnicos e operacionais ao longo de todo o processo”, conclui Philipe Figueiredo.

Com informações da Assessoria de Imprensa

Murilo Basseto
Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e com Pós-Graduação em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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