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Boeings 757 e 767 poderão voar na Delta até que surja um novo modelo de avião

Com a postergação da sua decisão sobre a encomenda novos aviões de médio porte, a Delta Air Lines sinaliza que continuará na sua filosofia de utilizar jatos mais antigos e consagrados por algum tempo.

Boeing 767 da Delta – Divulgação

A empresa americana, que é uma das maiores do mundo, segue uma tendência histórica de usar jatos até o fim da sua vida, se aproveitando do aluguel mais barato deles com o passar do tempo, enquanto, ao mesmo tempo, conta com a experiência de seu time de manutenção para manter tudo voando.

Atualmente, a Delta conta com 189 jatos da família 757 e 767, que foram desenvolvidos em conjunto com a Boeing nos anos 1980 e hoje têm média de idade de 24 anos, levando entre 72 e 246 passageiros. A empresa entende, no entanto, que esses aviões não têm um substituto imediato, segundo suas características de voo (não reveladas).

Por sua vez, a postergação da Boeing na decisão sobre um novo modelo de aeronave (outrora “apelidado informalmente” de 797 e do qual a Delta era uma especial interessada) ou uma versão maior do A321neo, faz com que a empresa aérea ainda mantenha estes modelos por vários anos, sem decidir por seu substituto.

“É difícil dizer o que estaremos voando em janeiro agora, quem dirá em 2027. Não queremos nos colocar numa caixa em que você faz um compromisso específico”, afirma o presidente da Delta, Glen Hauenstein aos pilotos da Delta durante um webinar assistido pela Airline Week.

Com aeronaves clássicas voando até hoje e por vários anos à frente, uma coisa é certa: assim que a escolha por novos jatos da Airbus ou da Boeing for tomada, ela trará mudanças de equipamentos significativas para esse nicho da Delta. Isso engloba o treinamento de pilotos, de mecânicos, compra de peças, motores e filosofia de emprego.

Até uma nova decisão sair, o que não se espera que ocorra antes da segunda metade da década, a Delta vai continuar apostando na boa e velha receita de aviões “vintage” em grande quantidade.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
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