Delta está parando 300 aviões e cortando os voos à Europa, anuncia seu CEO

Um comunicado emitido ontem pelo CEO da Delta Air Lines, Ed Bastian, aos funcionários da companhia aérea revela que os impactos da pandemia de COVID-19 chegaram definitivamente e com bastante força à aviação dos Estados Unidos.

Avião Boeing 757 Delta Air Lines

Antes de listar as drásticas medidas a serem tomadas de agora em diante, para remediar a situação financeira delicada que a empresa enfrenta, Bastian destaca que “A velocidade da contração da demanda é algo que jamais vimos – e já vimos muitas no nosso negócio. Estamos agindo rapidamente para preservar dinheiro e proteger nossa companhia. E com os lucros caindo, temos que focar no corte de custos dos nossos negócios.”

O executivo-chefe da Delta também informa que está abrindo mão de seu salário a partir de agora e pelos próximos seis meses, assim como já o fizeram outros CEO’s de diversas grandes companhias pelo mundo.

Bastian ainda destaca que, mesmo diante do foco no corte de custos, ações voltadas à saúde e segurança dos funcionários e dos passageiros da companhia continuam como prioridade: “Isso inclui muitos passos que estamos tomando para manter nossos aviões e nossas instalações limpos e desinfectados, assim como nosso compromisso infindável com a segurança de voo mesmo diante dessa distração”.

As medidas que a Delta tomará a partir de agora, segundo o comunicado do CEO, são as seguintes:

  • Redução de capacidade total nos próximos meses de 40% – a maior redução de capacidade na história da Delta, incluindo 2001 (ano do atentado ao World Trade Center);
  • Eliminação dos voos à Europa continental pelos próximos 30 dias, prazo que pode ser estendido – serviços para Londres serão mantidos;
  • Parada de 300 aeronaves, uma vez que a redução de capacidade requer uma frota substancialmente menor;
  • Adiamento de entregas de novas aeronaves para lidar com a redução de frota e para preservar dinheiro em caixa;
  • Redução de gastos de capital de pelo menos $2 bilhões no ano, incluindo adiamento de modificações, iniciativas de Tecnologia de Informação e outras oportunidades de preservar caixa;
  • Oferecimento imediato de licença voluntária não remunerada de curto-prazo e congelamento de contratações;
  • Substancial redução do uso de consultores e serviços terceirizados.

A frota principal da Delta, desconsiderando-se as subsidiárias que prestam serviços regionais, é composta por cerca de 900 aeronaves, portanto, por enquanto, mais de 30% da frota estará parada em solo por tempo indeterminado.

Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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