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Delta quer que a Boeing troque seus antigos 717 pelos novos 737 MAX

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A Delta Air Lines parece não estar muito otimista com a queda no valor do combustível, e quer fazer um negócio com a Boeing: trocar os antigos 717 pelos 737 MAX. As informações foram dadas pelo jornalista Jon Ostrower, no entanto, a empresa nega a afirmação.

© Glenn Beltz

A empresa aérea baseada em Atlanta conta hoje com 47 jatos Boeing 717 na frota. O modelo é a última versão da antiga família DC-9 da Douglas, que se fundiu com a McDonnell e posteriormente foi incorporada pela Boeing.

Estes jatos foram comprados da AirTran, uma low-cost adquirida pela Southwest Airlines em 2012, e que repassou as aeronaves à Delta, que já operava o modelo similar MD-88/90 da McDonnell Douglas.

A Delta é conhecida por utilizar suas aeronaves até o máximo da sua vida útil, mas não deve ser o caso agora com o Boeing 717. Não considerado um legítimo MadDog (MD-81/82/83/87/88/90), os 717 são jatos mais novos exatamente por terem sido fabricados após a aquisição da McDonnell Douglas.

A média de idade da frota de 717 na Delta é de 18 anos, ante 22 anos dos MD-90 e 29 anos dos MD-88. Porém, tem algo que pode favorecer a empresa nesta renovação, levando a esse adiantamento: o verdadeiro dono.

Enquanto os MadDogs originais foram comprados direto da Boeing por intermediação de empresas do segmento de leasing, cujos contratos a Delta costuma renovar o máximo possível, estes 717 foram todos incorporado da AirTran como falamos acima. E a AirTran, por sua vez, havia encomendado os jatos da Boeing via financiamento da própria empresa de leasing da fabricante, a Boeing Capital Corporation.

Por causa disso, segundo o jornalista Jon Ostrower do Air Current, a Delta quer devolver os aviões ao lessor, no caso a Boeing, e como “compensação” pela devolução iria encomendar 100 jatos 737 MAX.

MD-90 © Delta

Caso isso se concretize, seria um gamechanger para a Boeing, que tem dificuldades para vender o MAX devido aos acidentes e viu nos últimos anos a Delta ser o seu calcanhar de aquiles.

A companhia aérea, que era uma fiel cliente da Boeing, optou pelo então Bombardier CSeries ao invés do 737-700, causando a maior disputa entre fabricantes nos últimos tempos, que influenciou na compra do projeto CSeries pela Airbus e, consequentemente, na compra da Embraer pela Boeing.

Além da imensa briga no mercado de aviação regional, a Delta manteve os jatos Airbus A330ceo da Northwest Airlines (comprada pela companhia em 2008) e gostou tanto do modelo que encomendou o A330neo e o A350XWB.

Apesar da possível facilitação da troca pelos 737 MAX, ainda não está claro porque a Delta quer retirar a frota de 717 antes do MadDogs, uma vez que, apesar de um cenário de baixa do combustível que leva aviões mais antigos a ficarem mais baratos de se operar, os 717 possuem a vantagem de menor custo de manutenção em função da idade.

O que diz a Delta

A assessoria da empresa aérea diz que a informação não procede e afirma que “no momento, isso não está sendo considerado”.

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Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
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