Dois dos primeiros jatos Embraer da Azul saem do deserto e voam para sua nova casa

Dois aviões, que foram alguns dos primeiros a trilhar a história da Azul, saíram do deserto para sua nova casa, que está distante, mas é um local bem familiar.

Imagem: Azul Linhas Aéreas

A empresa brasileira foi fundada por David Neeleman, o “empreendedor em série” que já havia fundado a JetBlue e que usou sua experiência anterior no novo negócio. Como parte dessa “herança”, o empresário brasileiro-americano trouxe para a Azul práticas similares, como o uso de aeronaves Embraer E190.

Configurados para 108 passageiros e transferidos da própria JetBlue, os aviões foram uma grande novidade na época, por contar com apenas quatro assentos por fileira e TV Ao Vivo, algo inédito na aviação brasileira. Porém, com o passar do tempo, a Azul cresceu, variou a frota, adquiriu seus próprios Embraer novos de fábrica, desta vez da variante E195, e começou a retirar os E190 da malha aérea.

A empresa aposentou de vez o modelo na pandemia do coronavírus, como o AEROIN reportou anteriormente. Dois deles, de marcas PR-AZB (batizado de Azul Paulista) e PR-AZC (batizado de Céu Azul), respectivamente o 3º e 4º aviões recebidos pela empresa, foram para o deserto americano para ficarem estocados, aguardando novo dono.

E agora essa oportunidade veio. Ao contrário do que alguns rumores, que apontavam sobre sua ida para a frota da Breeze, a “irmã caçula” da Azul, também fundada por Neeleman, eles irão mesmo é para Portugal, onde farão parte da frota da Portugália.

A Portugália é uma empresa que presta serviços para a TAP Express, subsidiária regional da portuguesa TAP, uma empresa em que David Neeleman já teve investimento, mas que saiu dele durante a pandemia, no momento em que o governo portugês interveio para salvar sua aérea nacional.

O translado das aeronaves já está sendo organizado. O PR-AZB saiu San Bernardino, no Sul da Califórnia, para Lisboa, com paradas em Nova Hampshire e na Islândia, antes de chagarem em Portugal, como divulgou a empresa responsável pelo translado. É possível acompanhar a trajetória dos aviões clicando neste link e neste outro link.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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