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Em situação delicada, Viva retira dois Airbus A320neo de sua frota

Airbus A320neo – Imagem: Viva Air

A Viva, companhia aérea de baixo custo baseada na Colômbia, retirou nas últimas semanas dois Airbus A320neo que havia recebido no final de 2021. A aeronave em questão tem matrícula HK-5389 (batizada de “Camila Blaney”) e HK-5378 (“Go Pink”), com pintura rosa em alusão à campanha de prevenção ao câncer de mama.

A retirada antecipada de ambas as aeronaves levantou comentários em redes sociais de que estaria relacionado com estado financeiro complicado da ultra low-cost, que a Avianca vem demonstrando e usando como elemento para pressionar as autoridades regulatórias colombianas a aprovar a integração da Viva ao seu grupo.

No entanto, o site Aviacionline entrou em contato com a empresa para obter uma declaração sobre o assunto, mas não obteve respostas sobre a retiradas das aeronaves da frota até o momento.

Ajustes

A empresa suspendeu rotas com menores receitas e ocupações em primeira instância e atrasou as entregas de novas aeronaves, incluindo três Airbus A320neo que estão prontas para entrega na fábrica da Airbus em Toulouse, na França.

A Avianca mencionou que a Viva tem atrasado o pagamento de algumas aeronaves. De fato, algumas aeronaves que deveriam ser entregues à empresas serão transferidas para a Avianca. Dada a alta demanda em algumas regiões, outros jatos A320neo que deveriam ir para a Viva serão reposicionados em outras companhias.

Um novo pedido de integração da Viva com a Avianca

No início de novembro, a Aerocivil, órgão estatal encarregado de controlar e regular a aviação civil na Colômbia, garantiu que o estudo que realizou concluiu que a integração das empresas representa riscos para a concorrência no setor da aviação colombiano e para o bem-estar dos consumidores, e que devolveria o ambiente competitivo há sete anos.

Em seu novo pedido à autoridade aeronáutica colombiana, Avianca e Viva propuseram a devolução de um percentual relevante de slots no aeroporto El Dorado, de Bogotá, e a cessão de slots com ativos associados a concorrentes, para que outras companhias aéreas possam expandir sua presença no principal terminal da Colômbia.

Em segundo lugar, comprometem-se a manter a marca Viva e o modelo low-cost associados, preservando “o maior número de postos de trabalho, mantendo alguns dos seus aviões e a exploração das rotas em que a Viva voa em exclusivo”.

Também propõem habilitar a proteção tarifária nas três rotas em que ambas as companhias operam 100% da oferta. Em quarto lugar, a Avianca e Viva propõem celebrar acordos de codeshare ou interline com a companhia aérea estatal Satena, nas rotas em que é a única operadora, a fim de fortalecer seu papel social e dar mais competitividade a territórios isolados da Colômbia.

Por fim, concordam também em manter os acordos de interline que a Viva já possui com outras companhias aéreas.

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