Emirates divulga prejuízo bilionário e diz que já colocou metade dos A380 para voar

O Grupo Emirates divulgou ontem o seu Relatório Anual 2021-2022 (findo em março de 2022), que mostra uma recuperação em todos os seus negócios, como era esperado, mas ainda trouxe um prejuízo bilionário, da ordem de US$ 1 bilhão. No ano anterior, as perdas foram de US$ 5,5 bilhões. Esses são os primeiros prejuízos da história da empresa.

A receita do Grupo foi de US$ 18,1 bilhões, um aumento de 86% em relação aos resultados do ano anterior. O saldo de caixa do Grupo foi de US$ 7 bilhões, um aumento de 30% em relação ao ano que passou, principalmente devido à forte demanda em suas principais divisões de negócios e mercados, resultado da flexibilização das restrições relacionadas à pandemia. 

Em 2021-22, a Emirates recebeu mais uma injeção de capital de US$ 954 milhões de seu acionista principal, o Governo de Dubai.

À medida que a Emirates e a dnata intensificavam as operações, os funcionários anteriormente em licença ou despedidos foram chamados de volta e recontratados, e novas campanhas de recrutamento foram realizadas para expandir o pool de talentos do Grupo e aumentar suas capacidades futuras. Com isso, a força de trabalho total do Grupo aumentou 13%, atingindo 85.219 funcionários, que representam mais de 160 nacionalidades diferentes.

Dados da operação

Para atender à forte recuperação da demanda de viagens, a Emirates começou a usar sua principal aeronave A380 em novas cidades durante o ano, elevando a rede atendida pela aeronave A380 para 29 destinos em 31 de março de 2022. Atualmente, mais da metade dos 118 jatos do modelo já retonou à operação, mas ainda há um longo caminho a seguir.

Em 2021-22, a empresa reforçou suas parcerias estratégicas com a Qantas e a flydubai e expandiu suas parcerias interline e codeshare na Europa, Américas, África e Ásia, incluindo: Aeromar, airBaltic, Airlink, Azul, Cemair, Garuda Indonesia, Gulf Air, Maldivian, South African Airways e TAP Air Portugal. Ela também assinou acordos e lançou iniciativas com parceiros do setor de turismo em vários destinos para apoiar a recuperação das viagens e do turismo.

A Emirates recebeu suas últimas cinco novas aeronaves A380 durante o ano fiscal, todas equipadas com os mais recentes interiores de cabine, incluindo assentos Premium Economy. Também retirou da operação duas aeronaves mais antigas: 1 Boeing 777-300ER e 1 cargueiro, deixando sua frota total em 262 aviões no final de março. A frota da Emirates permanece jovem, com idade média de 8,2 anos.

Os pedidos da Emirates de 197 aeronaves permanecem inalterados no momento. A companhia aérea continua comprometida com sua estratégia de operar uma frota moderna e eficiente, que reforça a promessa da marca “Fly Better”, já que aeronaves jovens são melhores para o meio ambiente, melhores para as operações e melhores para os clientes. 

O Relatório Anual 2021-22 completo do Grupo Emirates, incluindo dados da Emirates, dnata e suas subsidiárias, está disponível aqui e as informações em inglês, aqui.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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