
A Boeing está muito próxima de certificar seu último jato da família 737, fechando um ciclo de produtos que teve certificação iniciada em 1967.
Desde o primeiro jato da família, o 737-100, que foi certificado em dezembro de 1967, sendo entregue em seguida para a Lufthansa, que estreou o modelo globalmente, a Boeing produziu outros 12 modelos principais, além de subvariantes especiais, incluindo para serviço militar.
Mas na última série, a MAX, grandes problemas surgiram após a queda de duas unidades do MAX 8, causados por um design de software de voo mal projetado e com falta de transparência aos operadores. Além disso, foram encontrados defeitos de qualidade dentro do processo produtivo, fazendo com que as duas últimas certificações pendentes, do menor 737 MAX 7 e do maior 737 MAX 10, este último o maior 737 já feito, fossem atrasadas em vários anos.
Com o MAX 7 já certificado meses atrás, mas ainda não tendo entrado em operação comercial, restava o MAX 10, que é 15 metros maior que o 737-100 original, ficar apto para transporte de passageiros. Segundo o portal The Air Current revelou com exclusividade nesta sexta, 16 de outubro, a Boeing fez hoje a última reunião com a FAA sobre o processo certificatório da aeronave.
Esta é a última etapa feita pela Boeing, sendo uma formalidade para conferência final e rechecagem das etapas, restando agora apenas à FAA publicar oficialmente a certificação da aeronave, junto da documentação necessária. A partir destes documentos, outras agências aeronáuticas estrangeiras, notavelmente a europeia EASA e a brasileira ANAC, poderão analisar e revalidar a certificação, permitindo o início dos voos da aeronave nas suas jurisdições.
Depois da tripla certificação, outros países apenas replicam a documentação validada pelas três agências e também liberam praticamente de imediato os voos com a aeronave.
A brasileira GOL possui algumas unidades do MAX 10 encomendadas, num número ainda não certo, já que uma parte delas foi transformada em pedidos de MAX 8, dado o atraso tanto na recertificação deste modelo como na certificação da variante maior.
Na época da recertificação do 737 MAX 8, o então CEO da GOL, Celso Ferrer, afirmou que a chegada do MAX 10 só seria tratada após a Boeing certificar a aeronave. Depois desta etapa, a companhia aérea brasileira definiria quantas unidades de fato quer do modelo e qual seria a programação de chegada delas à sua frota.