EUA passa a investir forte nos ‘passaportes de vacinas’ para viagens e até trabalho

Aeroporto LAX Los Angeles International Airport
Imagem: Prayitno / CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O governo federal dos EUA está buscando estabelecer padrões para “promover o retorno seguro às atividades sociais, comerciais e de lazer”, de acordo com um documento oficial que vazou para o Washington Post. Ato contínuo, o governo está trabalhando agressivamente em “passaportes de vacinas” que seriam usados não apenas para viagens, mas potencialmente para trabalhos e eventos.

A administração Biden e empresas privadas estão trabalhando para desenvolver uma maneira padrão de lidar com credenciais, frequentemente chamadas de “passaportes de vacina”, que permitiria aos americanos provar que foram vacinados contra o novo coronavírus.

O esforço ganhou impulso em meio à promessa do presidente Biden de que o país começará a recuperar a normalidade neste verão e com um número crescente de empresas, de cruzeiros a equipes esportivas, dizendo que exigirão prova de vacinação antes de permitir novos clientes.

Passaportes de vacinas podem ser necessários para viagens internacionais, mas dificilmente para atividades domésticas. Enquanto isso, o resto do mundo vai demorar muito mais para ter acesso generalizado à vacina. 

Os países cujas populações permanecem vulneráveis ​​não vão querer importar o vírus, portanto, as vacinas permitem a abertura de viagens, especialmente na medida em que os dados confirmam que os indivíduos vacinados não apenas estão protegidos da Covid-19, mas também não espalham o vírus. 

Esse é o novo normal das viagens e é muito provável que uma prova de vacinação será necessária para muitas viagens internacionais por algum tempo.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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