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FedEx pede para instalar sistema antimíssil em um avião que ela não voa

Um pedido inusitado da FedEx, a maior companhia aérea cargueira do mundo, chamou a atenção por dois fatores bem estranhos.

Imagem: Flightsim.to

A empresa americana protocolou junto à FAA, que é a agência responsável pela regulação da aviação civil nos EUA, um pedido para instalar um sistema antimíssil em seus aviões. Apesar de soar estranho, ela já fez isso no passado quando testou alguns sistemas em conjunto com a gigante do setor de defesa Northrop Grumman no trijato MD-10, mas desta vez o pedido é mais ousado.

Começa pelo fato de não ser um sistema antimíssil convencional, que funciona com flares ou chaff, que são despitadores para mísseis guiados por calor, de mais fácil instalação e amplamente utilizados pelo mundo afora.

“O design deste projeto é um sistema que emite raio-laser infravermelho fora da aeronave como contra-medida para mísseis guiados por calor”, afirma o documento da FAA obtido pelo AEROIN.

A justificativa é que nos últimos tempos muitas aeronaves civis êm sido vítimas de mísseis anti-aéreos lançados por pessoas (do tipo MANPADS) como o russo Igla e o americano Stinger.

Este tipo de arma é lançada dos ombros de um soldado, não necessita de outra pessoa para operá-la e é muito simples de utilizar, tendo relativo sucesso na Invasão Soviética do Afeganistão, quando os EUA repassaram vários Stinger para os Mujahideen, que obrigaram os helicópteros soviéticos Hinds a ficarem bem mais afastados da zona de combate.

Apesar da justificativa, os casos mais notórios recentes de abatimento de aviões civis aconteceram por sistemas guiados por radar, como foi no Boeing 737 da Ukraine International Airlines, no Irã, e o 777 da Malaysia Airlines, na Ucrânia.

Por outro lado, a FedEx deixa bem claro que quer a permissão para instalar o sistema num jato Airbus A321-200 (A321ceo), que ela não opera. O avião mais próximo que a empresa voa hoje é o Boeing 737, mas indiretamente, através de contrato com terceiros.

Com o pedido estranho, os questionamentos sobre as intenções da FedEx de adquirir aeronaves A321 começaram a surgir, mas a empresa não quis comentar o assunto até o momento.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A