FedEx sente o baque da crise global, congela contratações e tira 14 jatos da operação

A FedEx parece estar sentido os primeiros sinais claros de uma nascente recessão global, que fora antecipada pela própria empresa há algumas semanas, e está reduzindo seus voos.

A maior e mais tradicional empresa aérea cargueira do mundo, com quase 500 aviões na frota, está colocando um freio nas suas operações. Em setembro, a empresa afirmou que uma recessão global estava vindo, causada pelo constante aumento de custos na cadeia produtiva de várias áreas, principalmente em razão do coronavírus e da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Na época, a empresa apenas falou do fechamento de algumas lojas, mas agora informou aos funcionários mais detalhes da redução das operações. Segundo um e-mail interno revelado pela página AeroCrewNews, a empresa irá suspender a contratação de pilotos até maio de 2023.

Assim como as concorrentes, inclusive no serviço de passageiros, a FedEx estava contratando a pleno vapor e o mercado tem visto uma disputa por pilotos como nunca antes, com bônus de contratação de até 150 mil dólares e aumentos de 30% para os já contratados.

No entanto, além da parada no processo seletivo, um total de 14 jatos (sem especificar modelos) serão mantidos no chão até segunda ordem, de maneira a operar apenas as rotas rentáveis. Apesar deste número não ser nem 3% do total da frota da empresa, chama a atenção, já que o mercado cargueiro vinha numa alta crescente desde 2020.

Carlos Martins
Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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