Gol se posiciona sobre o mandato de combustível sustentável de aviação

Boeing 737 Max da Gol Linhas Aéreas

Em meio a grandes discussões ocorrendo no país sobre o uso de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), algumas das principais companhias aéreas e petroleiras do país decidem se pronunciar sobre suas visões em relação a esse assunto tão importante que pretende impactar positivamente em nosso meio ambiente.

A mais recente a falar sobre o assunto foi a Gol Linhas Aéreas que, de acordo com nota publicada pela agência epbr, disse que entende que as metas de emissão de CO2 para os combustíveis sustentáveis devem ser executáveis, e defende um mandato para redução das emissões: “[…] é necessário que a contabilização das reduções seja feita de forma ampla por meio do uso de SAF, além de novas tecnologias, melhorias operacionais e de infraestruturas, e compensação/captura de carbono. Se ajustado nessas condições as metas se mostram factíveis e alinhadas às práticas internacionais”, diz a aérea.

Propostas em curso no Brasil

Atualmente, o Brasil conta com duas propostas sobre o Marco Legal do Combustível Sustentável de Aviação, uma feita pelo Ministério de Minas e Energia, e outra pelo deputado federal Ricardo Barros (PP) por meio do PL 1873/2021.

A proposta do Ministério tem em vista a redução das emissões de CO2 por parte das companhias aéreas em 1%, no mínimo, a partir de 2027, em voos domésticos, utilizando uma combinação de SAF junto ao querosene fóssil. Esse texto será enviado ao Congresso Nacional ainda nesse mês de abril.

A Gol, vê de maneira positiva a proposta ministerial. Segundo a companhia “A medida é importante para que o mercado possa se ajustar em função de eventual desabastecimento e/ou evoluções tecnológicas que exijam adaptação da operação”.

Ainda sobre tecnologia, a companhia de Nenê Constantino acredita que “[…] a política de SAF permita a adoção de diferentes rotas tecnológicas, um sistema de tributação específico e linhas de crédito para estimular investimentos para a produção do SAF no Brasil”.

Já o texto que está em trâmite, de autoria do deputado líder do governo, propõe o mandato volumétrico para a inserção do bioquerosene na aviação e do diesel renovável, também conhecido como diesel verde.

Na proposta do progressista, com início em março de 2027, o emprego dos dois combustíveis passaria a ser obrigatório em todo território nacional, misturando com seus similares fósseis comuns, assim como na proposta do Ministério de Minas e Energia. Pela proposta de Barros, o calendário determina aumentos que podem chegar até 5% de reduções de emissões em 2030.

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Arthur Gimenes Prado
Arthur Gimenes Prado
Estudante do Ensino Médio, 15 anos, foi repórter na TV Cultura Paulista e Rádio Morada do Sol FM, também com passagem como colunista no Portal do Andreoli e participações especiais na Record News, Rádio CBN e EPTV.

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