
O conflito no Golfo Pérsico deve pressionar ainda mais a indústria aeronáutica e aumentar o número de aviões usados disponíveis no mercado, aponta levantamento.
Hoje, com o barril de petróleo chegando à casa dos US$ 100 depois que o Irã começou a ser atacado diretamente pelos EUA e Israel, o preço da passagem aérea e da carga aérea já subiram, como reflexo direto na alta do querosene de aviação.
Porém, as empresas aéreas, que historicamente não conseguem uma margem de lucro na casa dos dois dígitos percentuais, irão focar em aposentar aviões mais antigos a fim de manter o custo operacional mais baixo com jatos mais novos e que consomem menos.
Segundo levantamento feito pela Bloomberg, em torno de 2% da frota global de aviões comerciais foi aposentada em 2025, um número abaixo da média histórica de 2,6%. Este percentual deve subir em 2026 caso a guerra se prolongue e, pelos sinais atuais, não será um conflito tão rápido quanto previsto.
Normalmente, a alta do petróleo no ano anterior faz com que a porcentagem de aposentadoria de aviões antigos suba na mesma proporção, assim como épocas de baixa no “ouro negro” diminuem a retirada de aeronaves. Porém, hoje a situação desfavorece a renovação de frota, já que a pandemia causou um grande distúrbio na rede global de fornecimento, atrasando entregas e fazendo com que a fila de espera seja próxima de quatro anos para pedidos novos, algo nunca visto na indústria antes da Covid.
Desta maneira, é esperado que as fabricantes, principalmente a Airbus e Boeing, mas também a Embraer, sejam pressionadas a entregar os jatos no prazo contratual e sem problemas, já que a busca por eficiência energética na frota estará mais alta do que nunca.