Histórico voo do Boeing 757 para pequena ilha do Atlântico aconteceu hoje

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Foto de RHL Images via Wikimedia Commons

Pousou na pequena Ilha de Santa Helena, na costa africana, o Boeing 757-200 de matrícula G-ZAPX da empresa de fretamentos britânica Titan Airways. Essa foi a primeira vez de um modelo de porte maior do que um Boeing 737 a pousar na ilha, que é dominada por ventos.

O voo de repatriação partiu do Reino Unido na quarta e fez uma escala na ilha de Ascension, antes de prosseguir rumo à Santa Helena. Para quem quiser ver o trajeto do voo AWC6892 até a chegada no desafiador aeroporto, basta acessar esse link direto para o FlightRadar24. Presumimos que o pouso ocorreu às 13h22 de Brasília.

Preparação para o voo

No começo dessa semana, publicamos sobre esse histórico voo que terá o maior avião a pousar na Ilha de Santa Helena, localizada no meio do Oceano Atlântico a 1.950 quilômetros da costa da África. A informação foi antecipada pelo próprio aeroporto em seu perfil no Facebook.

A pequena ilha já havia presenciado outro momento histórico por consequência da pandemia da COVID-19 ao receber, pela primeira vez, uma aeronave Airbus em 20 de abril. Naquela ocasião, o Airbus A318 da Titan Airways efetuou um voo especial desde a Inglaterra até a remota Ilha de Santa Helena no hemisfério sul. A operação teve como objetivo o transporte de suprimentos médicos relacionados ao combate do coronavírus.

Mas se essa ilha é tão pequena e isolada no meio do oceano entre o Brasil e a África, e possui um aeroporto com boa pista, porque nunca antes um Airbus havia pousado lá?

O aeroporto local foi inaugurado em junho de 2016 com sua pista contando com longos 1.950 metros de comprimento. A título de comparação, a maior pista do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, que é capaz de receber aviões Airbus A320 e Boeing 737-800, possui 1.323 metros, e até mesmo a de Congonhas, na capital paulista, é ligeiramente mais curta, com 1,940 metros.

Os desafios de Santa Helena

Apesar da inauguração da pista em 2016, que levaria ao fim da necessidade de longas viagens marítimas para a chegada e saída da ilha, as primeiras tentativas de pouso se mostraram inviáveis devido aos fortes ventos que incidem por lá. Com o terreno acidentado de Santa Helena, o único local em que foi possível construir a pista não permitia fazê-la alinhada com o vento.

Assim, a empresa aérea africana Comair desistiu de seus planos de fazer voos com o modelo Boeing 737-800, depois que testes de aproximação mostraram que era arriscado demais operar diante dos ventos.

Foi aí que entrou na história a Embraer. Em janeiro de 2017, a fabricante enviou um jato E190 para a ilha e completou diversos pousos bem sucedidos mesmo nas condições adversas de vento. Como resultado, em outubro do mesmo ano a companhia aérea Airlink estreou voos regulares com o E190 partindo de Joanesburgo, na África do Sul.

Agora, chegou a vez de um Boeing de maior porte tentar a façanha. Vamos acompanhar e ver o que acontece.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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