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Iniciada a 2ª fase do programa de melhoria da navegação aérea na Bacia de Santos

Imagem: DECEA

Na terça-feira da semana passada, 23 de novembro, foi dado mais um passo em direção à melhoria dos Serviços de Navegação Aérea na Bacia de Santos, com a visita técnica em duas plataformas marítimas da Petrobras, P70 e P77.

A visitação foi iniciada às 07h00 da manhã com a decolagem no aeroporto de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, e terminou às 17h00 com pouso no mesmo local. Estiveram presentes representantes do Subdepartamento Técnico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) e da Petrobras.

A finalidade do evento foi a familiarização da infraestrutura disponível e a verificação e análise dos requisitos técnicos necessários para a instalação de equipamentos de meteorologia (EMS-3A/ERA) e de vigilância ATS (ADS-B), para a continuidade da Fase 2 do projeto.

Imagem: DECEA
Imagem: DECEA

O empreendimento “Melhorias nos Procedimentos de Navegação Aérea nas Bacias Petrolíferas – Áreas Oceânicas (PFF-008)” é gerenciado pelo DECEA, e é parte do Programa SIRIUS BRASIL, coordenado pelo CINDACTA II, sob responsabilidade do Tenente-Coronel Especialista em Tráfego Aéreo Marcus Luiz Pogianelo.

A execução do projeto ficou a cargo da Seção de Tráfego Aéreo, da Divisão de Operações do CINDACTA II. Durante o seu planejamento, foi adotado o processo de decisão colaborativa (CDM), com a participação de vários membros da comunidade interessada, como Petrobras, Infraero, NAV Brasil, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de exploradores de petróleo e gás, empresas aéreas e pilotos da aviação offshore.

O projeto foi divido em duas fases, com o objetivo de proporcionar melhorias operacionais e técnicas na cobertura de frequências VHF ar-terra, disponibilização de dados meteorológicos e na provisão da vigilância ATS a baixa altitude no espaço aéreo da área oceânica.

Como a região é caracterizada pelo tráfego de helicópteros, a proposta é estruturar o espaço aéreo da Bacia Petrolífera de Santos com uma circulação que proporcione um fluxo seguro e rápido aos aeronavegantes que para lá se destinam.

Quando implantadas em sua totalidade, as medidas proporcionarão a prestação do Serviço de Controle de Tráfego Aéreo, por meio da vigilância ATS, promovendo a eficiência das operações dos helicópteros nessa porção do espaço aéreo, além de incrementar a segurança operacional em atendimento a crescente demanda offshore e o desenvolvimento estratégico da região do pré-sal brasileiro.

O escopo do empreendimento atende a premissas e objetivos estratégicos da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

SIRIUS Brasil

O principal objetivo do Programa SIRIUS Brasil é a evolução do Sistema de Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM) Nacional – PCA 351-3. Nele, estão contemplados 30 empreendimentos divididos nas áreas de Segurança Operacional, Logística, Gerenciamento de Tráfego Aéreo, Telecomunicações, Vigilância, Navegação e Meteorologia Aeronáutica, Informações Aeronáuticas, Operações Militares, Busca e Salvamento, Recursos Humanos, e Qualidade, Desempenho e Cooperação Internacional.

O desenvolvimento e execução dos projetos tem como metas:

– A contínua elevação dos índices de segurança do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB); – A redução de custos para os operadores de aeronaves;

– O aprimoramento da infraestrutura de controle do espaço aéreo;

– A elevação da capacidade de acesso e utilização do espaço aéreo;

– O aumento da eficiência na gestão dos meios de navegação aérea;

– A redução nas emissões de gases nocivos na atmosfera;

– O melhor atendimento aos usuários do espaço aéreo sob a jurisdição do Brasil;

– A redução da carga de trabalho de pilotos e controladores de tráfego aéreo; e

– A redução de ruído para as populações localizadas no entorno dos aeródromos.

Informações do DECEA

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