Itapemirim aperta o cinto e corta pela metade expectativa de frota de aviões para 2021

Quando a empresa começou voar, executivos da Itapemirim Transportes Aéreos afirmaram à imprensa que a aérea terminaria esse ano com 20 aeronaves, para depois chegar a 50 até o meio do próximo. Hoje, apenas três meses depois do voo inaugural, os planos para 2021 foram cortados pela metade e os planos para 2022 estão em cheque, gerando dúvidas sobre as premissas que suportam o plano de negócios.

Voando atualmente com cinco aeronaves e tendo mais uma em território brasileiro passando por inspeções e adequações, a empresa agora espera chegar ao número de dez aviões Airbus voando até o final de 2021. Para 2022, a nova expectativa até o meio do ano é de 35 aviões.

Segundo reportagem do Jornal Valor Econômico da última semana, a decisão teria sido tomada por conta de alguns motivadores-chave, dentre eles a limitação da disponibilidade de recursos, já que a companhia conta hoje apenas com capital próprio para se financiar. O dinheiro provém, basicamente, da venda de passagens aéreas e de recursos de outras empresas do grupo (o que é contestado por credores da recuperação judicial do Grupo, embora a Itapemirim negue o desvio de finalidade).

Outro motivador citado pela empresa é a demora para trazer as aeronaves ao Brasil, citando que o processo antes demorava um mês e agora três meses. Não ficou claro se essa deve-se a processos internos ou externos.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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