KLM estreia no Desafio de Voo Sustentável que ela criou e outras 15 empresas entraram

Avião Embraer E195-E2 KLM Cityhopper
Embraer 190 da KLM Cityhopper – Imagem: Embraer

Em 2020, depois que a pandemia da COVID-19 praticamente interrompeu as viagens aéreas globais, cerca de 50 funcionários da KLM Royal Dutch Airlines começaram a debater grandes ideias para apresentar à liderança da empresa. Uma dessas iniciativas foi lançada nesta primavera do hemisfério Norte.

O Desafio de Voo Sustentável (Sustainable Flight Challenge) tem a KLM e outras 15 companhias aéreas – todas membros da SkyTeam Airline Alliance – operando 22 voos com o objetivo de superar seus próprios recordes pessoais na redução das emissões de carbono. Elas planejam compartilhar todos os dados coletados durante os voos livremente dentro do setor de aviação para impulsionar a inovação.

“Vimos uma resposta tão grande”, diz Michiel Potjer, que lidera o Sustainable Flight Challenge da KLM. “Embora tivéssemos a maior crise de nossa história, tornou-se uma oportunidade de realmente desafiar o comitê executivo sobre nosso futuro.”

O desafio é descobrir qual companhia aérea pode operar um voo mais longo e um mais curto da forma mais sustentável possível.

O desempenho das companhias aéreas participantes será avaliado externamente por um painel de seis juízes, liderado pelo ex-primeiro-ministro holandês Jan Peter Balkenende. Eles decidirão qual companhia aérea teve o melhor desempenho em quatro categorias: impacto, inovação, escalabilidade e cooperação. Os resultados serão divulgados no final de junho.

Outra vantagem do desafio é o envolvimento de fabricantes de motores, produtores de combustível sustentável de aviação (SAF) e outros parceiros. “Esse espírito de cooperação torna possível e viável uma maior sustentabilidade”, diz René de Groot, diretor de operações da KLM.

As outras companhias aéreas que se juntam à KLM no Sustainable Flight Challenge são Aerolíneas Argentinas, AeroMexico, Air Europa, Air France, China Airlines, Delta, Garuda Indonesia, ITA Airways, Kenya Airways, Korean Air, MEA, Saudia, Tarom, Vietnam Airlines e Xiamen Air.

“Estamos ajudando clientes em todo o mundo a atingir suas metas de sustentabilidade, e esse desafio ampliou e aprofundou significativamente o ecossistema de sustentabilidade entre nossas empresas”, diz Niels Brouwer, gerente sênior de suporte ao cliente da GE Aviation, fabricante de motores de jatos comerciais. “Este é um ótimo exemplo de colaboração com o cliente.”

Partindo do Aeroporto Schiphol de Amsterdã, na Holanda, a própria KLM completou dois voos no último sábado, 7 de maio, com uma viagem de médio alcance para o Porto, em Portugal, e uma de longa distância para Edmonton, no Canadá.

A aeronave que a KLM escolheu para seu voo KL-0675 até Edmonton, o Boeing 787 Dreamliner, está equipado com motores GEnx da GE Aviation. Esses motores a jato turbofan avançados usaram 39% de SAF em sua operação ao Canadá. Eles têm a capacidade de queimar até 50% de SAF em cada motor.

A KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM, participou do desafio com o voo KL-1713 até o Porto com um Embraer 190 com motor GE CF34-10E usando 39% de SAF.

“A GE Aviation tem um pipeline de tecnologia robusto para reduzir significativamente as emissões de CO2 em futuros motores de aeronaves”, disse Dave Kircher, gerente geral do programa de motores GEnx da GE Aviation, que estava no voo KLM Dreamliner.

A relação KLM-GE remonta a décadas. Em 1972, a transportadora holandesa recebeu pela primeira vez os motores GE – os modelos CF6 usados ​​em sua frota de aviões DC-10. Brouwer disse que, além dos motores GEnx, a GE está explorando outros serviços para apoiar ainda mais o compromisso da companhia aérea de cortar carbono, incluindo o software digital de redução de emissões da GE e o “360 Foam Wash”, um método para limpar acúmulos de resíduos de um motor para melhorar seu desempenho e reduzir emissões.

Michiel Potjer, da KLM, finaliza: “À medida que aprendemos lições com este primeiro desafio, queremos melhorá-lo e compartilhar o conhecimento com outras companhias aéreas para inspirar diferentes inovações, e então esperamos ultrapassar os limites para o segundo e terceiro ano e assim por diante. É algo que toda a indústria deveria adotar, e nossa esperança é que se torne uma base na qual qualquer companhia aérea ou outra organização possa participar. Não devemos competir em sustentabilidade ou segurança. É um esforço conjunto e todos temos a responsabilidade de criar um futuro melhor.”

Informações da GE Aviation e da KLM

Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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