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Luzes do PAPI do Aeroporto de Viracopos se destacam em noite chuvosa; entenda como funciona

Cena de um dos vídeos apresentados nesta matéria

A noite desta última terça-feira, 9 de agosto, foi marcada por chuvas na região de Campinas (SP), cidade onde fica o Aeroporto Internacional de Viracopos, e como consequência, a alta umidade do ar resultou em bonitas cenas geradas pela iluminação do aeródromo.

Conforme o vídeo apresentado abaixo, captado pela câmera ao vivo do canal “Golf Oscar Romeo” no YouTube, após a decolagem de um Airbus A330neo da Azul, os feixes de luz do PAPI de Viracopos se destacaram na noite chuvosa, permitindo notar a lógica de funcionamento do sistema.

Na gravação, depois que o A330neo decola e a câmera retorna para o começo da pista, observe os dois conjuntos de luzes – um conjunto de cada lado da pista – e note que há uma diferença de coloração em todos os oito feixes.

Eles são todos brancos na parte de cima e são vermelhos na parte inferior. Depois, abaixo do vídeo, confira uma explicação sobre como funciona este sistema, que auxilia os pilotos a seguirem o ângulo correto de aproximação para pouso.

As luzes que “mudam de cor” ao lado da pista

Antes da explicação efetiva sobre as luzes, a seguir está a sugestão de mais um vídeo, em que, logo nos segundos iniciais, conforme um drone ganha altura filmando as luzes do PAPI, nota-se que elas estão todas vermelhas e vão então “mudando de cor” uma a uma, até todas ficarem brancas:

Essa alteração de cor das luzes não significa que elas realmente mudaram de cor, mas apenas que o piloto (ou a câmera) deixou de ver o feixe de luz vermelha e passou a ver o de luz branca, já que as duas luzes estão acesas ao mesmo tempo, mas com o feixe branco mais acima do vermelho (como visto na dupla coloração na gravação de Viracopos).

Este é um auxílio visual de precisão para que o piloto saiba se: está fazendo uma descida correta até a pista; ou se está mais alto do que a trajetória ideal; ou se está mais baixo. PAPI significa, na sigla em inglês, Indicador de Trajetória de Aproximação de Precisão.

Funciona assim: cada um dos quatro “canhões” de luzes (todos compostos pela dupla de luz branca acima e luz abaixo) tem um ângulo diferente em relação ao solo, com cada um apontando cada vez mais para cima que o do lado (na gravação de Viracopos também é possível notar cada feixe de luz com ângulo levemente diferente do outro).

Dessa forma, se a aeronave estiver acima do ângulo de um canhão, o piloto verá apenas o feixe da luz branca. Se estiver abaixo do ângulo, ele verá apenas o feixe vermelho. Assim, os canhões são posicionados em ângulos que garantem que o piloto veja dois feixes brancos e dois vermelhos quando estiver descendo na posição correta.

Se ele deixar o avião muito alto, sua visão ficará acima dos ângulos de todos os canhões e ele verá todas as luzes brancas. Se deixar muito baixo, ficará abaixo dos ângulos de todos e verá todas as luzes vermelhas.