Ministro africano diz que a South African não representa os pobres e deveria ser vendida

O presidente do Congresso Nacional Africano e ministro da Energia, Gwede Mantashe, pediu ao governo que venda a South African Airways (SAA), afirmando que a companhia aérea não atende à classe trabalhadora.

Conforme reportou o periódico sul-africano MyBroadBand, as opiniões de Mantashe estão em conflito com o Congresso, com o ministro argumentando que, se não puder ganhar dinheiro, ela deverá ser vendida a compradores particulares.

“Se está sempre pedindo dinheiro e nela não voa a classe trabalhadora, mas apenas nas elites, então não serve à classe trabalhadora”, disse Mantashe. “Os únicos que estão transportando a classe trabalhadora são os ônibus e os táxis. Se estivéssemos dando esse dinheiro para os ônibus, táxis e trens, você teria um caso a discutir.

Mantashe acrescentou que, para sobreviver, o SAA deve ganhar dinheiro e, se não puder, deve ser fechada. “Não podemos distribuir 2 bilhões de Rands todos os meses para a SAA; doamos 3,2 bilhões em dezembro, mas eles ainda não podem sobreviver. 

Divisão sobre cortes de voo

Os profissionais responsáveis pelo resgate da SAA anunciaram uma série de cortes de voos na semana passada. Vários empregos terão que ser cortados como parte da reestruturação e todos os clientes com reservas em rotas internacionais e regionais canceladas receberão um reembolso total.

A SAA não pretende fazer mais alterações significativas na rede e já disse que passageiros e agentes de viagens podem, portanto, sentir-se confiantes em reservar futuras viagens com a South African Airways.

O Presidente do país, Cyril Ramaphosa tem uma visão diferente de Mantashe, afirmando que a SAA é um “facilitador econômico” e não deveria ter cortado voos para melhorar sua lucratividade.

“Gostaríamos que a SAA continuasse sendo uma companhia aérea robusta e bem-sucedida”, afirmou Ramaphosa.”É por isso que tomamos a decisão de não fechar o SAA, mas garantir que seja renovada, ressuscitada e operando com lucro.”

O ministro das Empresas Públicas, Pravin Gordhan, disse que os cortes de voos podem comprometer o futuro da SAA, e o governo proporá que a decisão seja revista. Na última semana, a empresa anunciou o corte dos voos para o Brasil.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias

Governo de SC promove roadshow aos interessados em assumir o Aeroporto...

0
O vencedor terá a concessão do aeroporto pelos próximos 30 anos e, nos próximos 3 anos, realizará investimentos de cerca de R$ 40 milhões.