Ministro holandês confirma que caças F-35 de seu país abateu drones russos que invadiram o espaço aéreo da Polônia

Dois caças F-35A da Holanda | Foto: USAF

Caças F-35 da Força Aérea da Holanda, em conjunto com aeronaves F-16 Fighting Falcon da Polônia, derrubaram múltiplos drones russos que invadiram o espaço aéreo polonês na última noite, de terça para quarta-feira (10). A operação ocorreu sob coordenação da OTAN, que classificou a ação como uma resposta rápida e decisiva diante da ameaça.

De acordo com o Ministério da Defesa da Holanda, os drones não tripulados haviam ultrapassado os limites do espaço aéreo da aliança, o que levou à decolagem imediata dos caças aliados. As aeronaves polonesas e holandesas receberam autorização para engajar os alvos, resultando na derrubada de vários equipamentos russos.

O ministro da Defesa da Holanda, Ruben Brekelmans, afirmou que a ameaça russa vai além da guerra na Ucrânia e representa um risco crescente para toda a Europa. “Rússia assume mais riscos e, com isso, a ameaça ao território da OTAN aumenta. A Holanda pode desempenhar um papel importante nessa defesa, como demonstrado com o emprego de nossos F-35. Estou orgulhoso da resposta adequada e profissional de nossos pilotos”, declarou.

Além de Holanda e Polônia, outros países da aliança também reforçaram a operação. Sistemas de defesa aérea Patriot da Alemanha foram colocados em estado de prontidão. A Itália enviou uma aeronave de alerta aéreo antecipado Gulfstream G550 e a frota multinacional de aviões Airbus A330 MRTT da OTAN forneceu reabastecimento em voo aos caças em operação, como o AEROIN antecipou na última noite.

Segundo a OTAN, a ação reforça a capacidade e a determinação da aliança em proteger integralmente o território dos países membros contra incursões e ameaças externas.

Mateus Santana
Mateus Santana
Fascinado por aviões desde pequeno é piloto comercial de aeronaves na América do Norte

Veja outras histórias

Airbus ultrapassa marca de 1.000 pedidos líquidos no ano com grande...

0
A Airbus atingiu a marca de mais de 1.000 pedidos líquidos de aeronaves comerciais em 2026, graças a uma combinação de grandes contratos