Misterioso avião russo cruzou o mundo com cinco golfinhos vivos a bordo

Foto ilustrativa – IL-76 – aeroprints.com, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia

Um famoso aquário de Curaçao está no meio de uma polêmica com ambientalistas da Animal Rights após vender cinco golfinhos para a Arábia Saudita. O Sea Aquarium disse que tem a documentação em ordem para o envio dos mamíferos, enquanto a entidade conservacionista alega que o atrativo turístico está traficando os animais para ter ganhos financeiros. Os cinco mamíferos teriam sido vendidos por 1,3 milhão de euros.

Independente da polêmica e um imbróglio jurídico, que levou alguns semanas, o Sea Aquarium finalmente obteve autorização na justiça local para despachar os golfinhos, relatou a mídia local. Isso aconteceu na última semana a bordo de um avião russo Ilyushin IL-76 de 30 anos de idade, pertencente à igualmente polêmica companhia quirguiz Fly Sky Airlines.

Companhia aérea dos conflitos

A Fly Sky Airlines é especializada no transporte de carga. Para a operação dos golfinhos foi usado um de seus Ilyushin Il-76TD, de registro EX-76006, que decolou com os mamíferos na manhã de 7 de junho. A caminho do seu novo lar, o Fakieh Aquarium, em Jidá (na Arábia Saudita), o quadrimotor fez escalas em Cabo Verde e no Níger. 

A aeronave em questão foi construída em 1992 e faz parte da frota Fly Sky desde setembro de 2020, mas até recentemente estava registrado com a matrícula ucraniana UR-FSD. Curiosamente, a empresa tem operação nos dois países e opera sob bandeiras da Ucrânia e do Quirguistão.

No entanto, são as rotas que o avião faz que chamam a atenção. Como cita o perfil @Gerjon_ no Twitter, que pertence a um jornalista que monitora as aeronaves vistas em fotos, vídeos ou nos radares, voando em áreas de conflito, os jatos da Fly Sky são costumeiramente vistos em áreas de guerra.

Segundo mostram suas análises, os Ilyushin IL-76 da Fly Sky são presença constante na Base Aérea de Harar Meda, na Etiópia. Este aeroporto é a principal base da Força Aérea da Etiópia, o que sugere que os aviões quirguizes voam para lá com cargas militares, principalmente de armas.

Para @Gerjon_, a companhia tem operações misteriosas. O jornalista já até fez uma publicação em seu blog, no final do passado, onde compartilhou um conjunto de informações e evidências da presença da Fly Sky, e de outras congêneres, em zonas de guerra.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias

Alunos da USP e Instituto Federal de São Paulo visitam a...

0
Os estudantes foram acompanhados pelo ex-integrante da Esquadrilha da Fumaça, Suboficial da Reserva José Nilson Gasparini.