No 1º Airport National Meeting do Brasil, setor de serviços de solo aponta caminho para eficiência

Serviços de solo sendo feitos em um Boeing 747 no Aeroporto de Viracopos

Terminou ontem, 2 de dezembro, em Brasília, a primeira edição do Airport National Meeting 2021, com o último dia em formato presencial, que discutiu os 10 anos de privatização aeroportuária.

Organizado pela Aneaa (Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos), contou com a participação do Ministro da Economia Paulo Guedes e de diversas autoridades da aviação. O tom dos debates foi de otimismo no setor aeroportuário.

Na abertura do evento, o Ministro Paulo Guedes falou dos avanços do país, apesar da pandemia, e ressaltou os passos dados no segmento aeroportuário. “Quero parabenizar o setor (aeroportuário) por ter mergulhado no capitalismo com as privatizações.”

Nos últimos 10 anos, 44 aeroportos foram concedidos à iniciativa privada, e com a sétima rodada serão mais 16 aeroportos. Ao todo, em outorgas, foram arrecadados mais de R$ 43 bilhões e os investimentos somam R$ 28,5 bilhões, gastos em modernizações e reformas. Pelos aeroportos privatizados passam todos os anos 220 milhões de passageiros e o sistema gera 150 mil empregos diretos.

O encontro ocorrido no Aeroporto de Brasília

Para Ricardo Miguel, presidente da Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo) e que esteve presente no evento, o momento agora é de avanços.

“Dez anos de desestatização dos aeroportos representaram sucesso contínuo do modal aéreo. É hora do “ground service provider” (nome global dos provedores de serviços em solo) colaborar com o setor e se submeter à certificação de regularidade em serviços auxiliares ao transporte aéreo, num programa de autorregulamentação voluntário”, disse Miguel. 

Num modelo que vem do desdobramento do recente projeto de regulação responsiva da ANAC, a Associação se prepara para o lançamento no início de 2022 de um sistema que vai certificar as empresas de serviços em solo, facilitando o trabalho de quem contrata, ou seja, companhias aéreas e aeroportos, ao apontar as empresas que investem em capacitação dos colaboradores, segurança e qualidade operacional e, claro, garantem o recolhimento das obrigações trabalhistas e tributárias. O setor é intensivo em mão de obra.

Para conhecer mais sobre os planos, acima descritos, do sistema de certificação de empresas de serviços de solo, clique aqui.

Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

Veja outras histórias

Um mês após parar de voar, Itapemirim manda o primeiro...

0
No início de janeiro, antecipamos com exclusividade as matrículas dos dois primeiros Airbus A320 da Itapemirim que seriam enviados