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Nova aérea brasileira: Baufa Air avança nos bastidores e reserva endereço na internet

O projeto da Baufa Air, liderada pelo empresário do Distrito Federal Galeb Baufaker Junior, está avançando nos bastidores, embora ainda não haja um processo formal de certificação aberto na ANAC.

Conforme apurou o AEROIN, uma equipe vem trabalhando na criação da companhia de um escritório localizado no bairro do Jabaquara, na capital paulista. Além disso, no último dia 15 de junho, a empresa abriu um CNPJ e, dias antes, reservou o endereço na internet www.baufaair.com.br para suas futuras transações. Tudo isso citado acima é a parte mais fácil, pois agora começa um caminho longo a ser trilhado, que é a certificação da empresa junto à ANAC.

O processo para obtenção da outorga, que garantirá à Baufa Air a permissão para explorar o serviço de transporte aéreo de passageiros e cargas, tem cinco fases, leva meses e custa alto. No final, quando se atinge a fase 4 do processo, é necessário que pelo menos uma aeronave esteja no país, vistoriado, para que a ANAC cumpra com algumas verificações em solo e em voo, antes de conceder uma outorga.

Uma consulta à ANAC confirmou que não existe um processo de homologação aberto em nome da Baufa Air até o momento.

A ideia

Parte da equipe que está conduzindo o processo da Baufa Air é egressa da Itapemirim Transportes Aéreos, que suspendeu as operações em dezembro do ano passado. Meses depois, o empresário Galeb Baufaker Junior externou seu interesse em adquirir o que restou da empresa de Sidnei Piva, cujo maior ativo seria o certificado de operador aéreo da ITA.

Para que isso fosse possível, Baufaker Junior teria que quitar todas as dívidas da ITA com os passageiros lesados e ex-funcionários, negociar com credores e ainda recuperar o crédito da empresa. A tarefa poderia parecer factível, já que o empresário declarou que estava disposto a aportar até R$ 400 milhões no negócio.

Dias depois do anúncio, no entanto, ele desistiu do negócio, sob o argumento de que havia muita insegurança jurídica em torno da Itapemirim. Em seguida, a ANAC cancelou a outorga da ITA para prestar o serviço de transporte aéreo, sepultando qualquer chance de revivê-la.

Com isso, Baufaker Junior tinha duas alternativas: desistir do negócio de transporte aéreo ou começar do zero sua nova empresa. Ele teria, então, optado pelo segundo caminho. Nos próximos meses, será possível entender como essa história avança, por ora, ainda há um caminho longo pela frente.

Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.