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Conheça a operação de um enorme Jumbo Boeing 747 no pátio de Viracopos

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Boeing 747-400F da Kalitta no pátio do Aeroporto de Viracopos

Trazemos hoje no AEROIN mais uma matéria especial para presentear você, leitor, com a experiência de uma maior aproximação com a rotina da aviação comercial. Ou, nesse caso específico, com a operação do agora bastante aquecido mercado de transporte aéreo de cargas.

Estivemos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas/SP, acompanhando de perto um dos voos do bonito Boeing 747-400F da companhia aérea norte-americana Kalitta Air. Você poderá ver nesta matéria uma galeria de imagens do Jumbo, como se você estivesse lá no pátio, caminhando ao redor do gigante.

O Boeing 747-400F pousando em Viracopos

Em parceria com a Global GSSA, uma empresa com mais de 20 anos no segmento de representação de venda de carga aérea, a Kalitta iniciou operações no Brasil cerca de um mês e meio atrás. E a escolha óbvia de Viracopos se deu em função da já reconhecida eficiência logística do terminal, além de sua ampla conectividade rodoviária, que gera facilidade no envio e recebimento terrestre de cargas.

Em função da alta demanda experimentada pelo setor em decorrência da pandemia de Covid-19, no início de junho os Jumbos da companhia passaram a pousar regularmente no aeroporto de Campinas, sempre às quinta-feiras e aos domingos. E assim devem permanecer enquanto a demanda de carga se mantiver aquecida.

Outros exemplos dessa explosão dos fretamentos aéreos, que também trouxemos recentemente aqui no AEROIN, são os voos da FedEx, com a inédita vinda do Boeing 777F (clique aqui para ver o vídeo do batismo), e os voos da 21 Air com o Boeing 767-200F que no passado voou pela VARIG (clique aqui para relembrar).

Esta vinda da 21 Air, por sinal, também foi uma operação em parceria com a Global GSSA, que ainda contou com o apoio logístico da Platinum Global, empresa que oferece serviço de representação legal para companhias aéreas no Brasil. A Platinum providencia toda a infraestrutura para atendimento completo de voos em qualquer aeroporto do país, através da contratação de diversos serviços terceirizados, como, por exemplo, rampa e catering, fazendo toda a coordenação da operação.

No caso da Kalitta, acompanhamos a operação nessa quinta-feira, 16 de julho, quando o Boeing 747-400F de matrícula N715CK pousou em Campinas às 16:31 no voo de número 4K-539, proveniente de Miami.

Estes voos têm sido estruturados da seguinte forma:

  • Em Miami: a aeronave é carregada nos Estados Unidos com diversas cargas, sendo a maior parte proveniente principalmente da Ásia. Parte da carga é destina a Viracopos e o restante vai para Santiago do Chile. Miami é um grande hub cargueiro, fazendo essa distribuição de mercadorias da Ásia para a América do Sul, bem como o mesmo trabalho no sentido contrário, da América de Sul para a Ásia.
  • Em Campinas: ao chegar em Viracopos, uma parte da mercadoria é descarregada, enquanto a carga para o Chile permanece a bordo. Depois, a carga do Brasil para o Chile e para Miami/Ásia é carregada, e o 747 decola para Santiago.
  • Em Santiago: no Chile, após as cargas de Miami/Ásia e do Brasil destinadas ao país serem descarregadas, o Jumbo é carregado principalmente com salmão, levando até Miami as mercadorias brasileiras e chilenas destinadas aos Estados Unidos e à Ásia.

A operação que acompanhamos nesta quinta-feira deixou mais do que provado que o momento é realmente de enorme demanda. O 747-400F chegou tanto com o deck principal quanto com o compartimento inferior lotados, com nada menos do que 98% de ocupação.

Carga sendo descarregada do compartimento inferior do Boeing 747 da Kalitta

Carga sendo descarregada do deck principal do Jumbo da Kalitta

Apesar desse alto volume, as mercadorias eram leves, de maneira que o peso total a bordo era de apenas 60 toneladas, ou cerca de metade da capacidade máxima de 113 toneladas desse modelo de aeronave. Uma situação que gera um ganho operacional interessante para o operador, pois todo o espaço foi vendido, enquanto o Jumbo voou mais leve, economizando no consumo de combustível.

Veja nas imagens a seguir o deck principal do N715CK completamente tomado por carga.

Interior do Boeing 747-400F da Kalitta

Mas, assim como nos voos inéditos do Boeing 777F da FedEx, não se engane imaginando que a carga vinda da Ásia para o Brasil é toda de máscaras médicas da China por conta da Covid-19. Veio de tudo, menos máscaras!

Em Viracopos, o 747 da Kalitta descarregou certa quantidade de peças do setor automobilístico e do setor agrícola, e produtos farmacêuticos e químicos, enquanto a maior parte da mercadoria foi de componentes eletrônicos e de informática provenientes da Ásia.

Por fim, após a liberação do espaço interno, o N715CK foi carregado principalmente com calçados, móveis, produtos odontológicos e peças automotivas.

A seguir, deixamos você, leitor, com mais algumas imagens do gigante Boeing 747-400F, e esperamos que tenha gostado da experiência de conhecer de perto uma operação de solo com o clássico Jumbo Jet.

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